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Emergency [Henrique] - Printable Version +- Academia St. Clavier (http://academiastclavier.com.br) +-- Forum: Registro (http://academiastclavier.com.br/forumdisplay.php?fid=7) +--- Forum: Lixeira (http://academiastclavier.com.br/forumdisplay.php?fid=92) +--- Thread: Emergency [Henrique] (/showthread.php?tid=134) Pages:
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Emergency [Henrique] - Magali - 09-02-2021 Como mais um dia após o outro, foi dormir após corrigir as provas de música de suas alunas. Acabou ficando por último na parte baixa da casa de primeiro andar e, como detestava a ideia de apagar as luzes e ficar sozinha no escuro, acabou por cuidar dos afazeres de limpeza na cozinha e na área de serviço por último, exausta pelo longo dia de afazeres. Adormeceu em seu quarto com o seu gatinho aos seus pés na cama, dormindo ali no quarto antes mesmo que subisse as escadas. Despertou após sentir o movimento estranho em sua cama pelo felino e uma sensação desconfortável do ar ao seu redor estar mais abafado. Estendeu a mão para o criado mudo ao lado de sua cama em busca de seus óculos. Espreguiçou-se e achou melhor buscar um copo com água para a própria garganta. Ajustou o roupão de seda nos ombros sobre a camisola e saiu descalça para poder descer as escadas para a cozinha. Ao deixar o quarto, foi pega de surpresa pela fumaça escura que parecia já tomar o teto do corredor em uma fina camada, o cheiro forte de queimado invadindo seus pulmões. Assustada, não pensou duas vezes. - Henrique!!! - gritou pelo outro, apressando-se para o quarto dele, batendo na porta, inquieta, chegando a testar a maçaneta para verificar se ele não havia trancado o quarto. - Henrique! Tem alguma coisa queimando, Henrique! Por elevar sua própria voz, sentiu a fumaça lhe invadir os pulmões e chegou a tossir um pouco, sem perder tempo em bater na porta para tentar chamar a atenção do moreno para que ele saísse do quarto também. Precisava de ajuda, pois não sabia o que deveria de fato fazer no meio daquela situação. RE: Emergency [Henrique] - Henrique - 09-03-2021 Henrique foi dormir naquela sexta sem nem cumprimentar direito a colega de quarto que estava ocupada no que parecia ser a correção de algumas provas. O dia tinha sido cansativo e ele tinha andado bastante para mostrar várias casas no distrito para os mesmos clientes indecisos. Ao menos, para diminuir a sua irritação com o excesso de caminhada que lhe deixou com os pés doloridos, o casal tinha escolhido uma das casas mais caras, que lhe daria uma boa comissão naquele mês. E com uma boa venda, ele só tinha que trabalhar na manhã de sábado para cumprir o horário e então, aproveitar o fim de semana. Quem sabe viajasse para Paris para se divertir um pouco mais? O sono naquela noite foi tranquilo e pesado, pelo cansaço e pelo trabalho produtivo, e a perspectiva do fim de semana até lhe deu uma boa noite de descanso. Ele só não esperava acordar com as batidas frenéticas no quarto e a gritaria de Magali lhe chamando exasperada. A primeira reação de Henrique foi estender a mão para pegar o celular no criado-mudo ao lado da cama e conferir a hora muito cedo. A primeira coisa que ele pensou sobre o anúncio desesperado da mulher de que tinha alguma coisa queimando, foi que ela tinha ligado alguma tomada errada na cozinha, porque ela até sabia cozinhar para errar a comida. A contragosto, vestido apenas na calça de moletom, ele andou até a porta. - Quer parar com essa gritaria a essa hora da manhã? - ele reclamou, antes mesmo de girar a chave na fechadura e abrir a porta do quarto. Mas antes de reclamar com Magali, a primeira coisa que ele sentiu foi a lufada de fumaça que entrou no cômodo e tossiu por causa do cheiro de queimado. - Mas que por-?! O que está acontecen- com mais uma lufada de fumaça, ele tossiu, levando a mão até cobrir a boca. Queria até reclamar com Magali pela situação da casa com a fumaça se intensificando, mas ele foi mais rápido em olhar para os dois lados do corredor e ver de onde estava vindo a fumaça. Sem pensar muito, ele segurou a mão da mulher e correu para sair de casa, mesmo que fosse na direção da fumaça. RE: Emergency [Henrique] - Magali - 09-03-2021 Continuou a bater na porta incessantemente, preocupada que Henrique talvez não fosse lhe responder em meio aquela emergência. Começou a tossir e a sentir os olhos marejados por conta da fumaça, mas ficou aliviada quando o moreno pareceu despertar. Contudo, ficou surpresa ao ter sua mão segurada e a ser levada para fora da residência. Franziu o cenho ao tossir, tentando manter o controle da própria respiração. - Henrique-cof cof! O Bolinha! O gatinh-cof cof! - puxou o braço de Henrique para que voltasse e buscasse pelo gatinho também antes de saírem da casa. Infelizmente, ao chegarem na escada, não se podia visualizar muito da situação do primeiro andar, parecendo ser a origem da fumaça e do calor que começava a emanar do andar inferior. - T-Tem que ter outra saída! - tentou falar mais alto, apesar de seu ouvido bem treinado já começar a ouvir os ruídos de vidro sendo quebrado e as vozes distantes do que imaginava serem os vizinhos. RE: Emergency [Henrique] - Henrique - 09-04-2021 Henrique nem se prestou a responder qualquer coisa quando Magali falou sobre o maldito gato. Ele tinha nove vidas, ele que se virasse no meio da fumaça. E se não estava ouvindo miado nenhum, ou ele tinha fugido, ou já tinha se perdido na fumaça. Havia mais fumaça na escada, e ele já esperava aquilo, afinal, a fonte do fogo devia ser no andar de baixo. Ia descer as escadas do mesmo jeito, porque só não ia se jogar das janelas dos andares mais altos, até Magali lhe puxar e impedir que continuasse o trajeto. Já não bastava ter que evitar inalar a fumaça, ela ainda ficava gastando a voz e o ar de graça. Ele se voltou para a mulher, e sem nem pensar duas vezes, se abaixou para segurá-la pelas pernas e jogá-la por cima do ombro como se fosse um saco de batata qualquer. Era mais fácil conseguir fugir da casa em meio ao incêndio sem ter que esperar que ela lhe acompanhasse ou lhe atrapalhasse de novo. - A outra saída é você calar a boca! - ele reclamou e voltou a prender a respiração e cobrir o rosto com o braço livre, sequer estava usando uma camisa para ajudar a evitar a fumaça intensa que vinha do primeiro andar. Com o conhecimento da residência e a experiência em várias casas parecidas com aquela, ele seguiu a passos rápidos descendo a escada para mais fumaça, e com sorte, avistou a fonte do fogo vindo da cozinha, sem ter se espalhado ainda para impedir o seu trajeto para fora de casa. Quando ele finalmente abriu a porta de casa para sair no jardim, soltou o ar de uma vez e puxou a respiração como se a vida dependesse daquilo, tossindo várias vezes antes de se afastar o suficiente da casa, onde lufadas de fumaça já saíam alto da área da cozinha principalmente, onde as janelas tinham se quebrado. Um pouco distante, ele conseguiu ouvir ainda o som de uma sirene. Bom, com a quantidade de gente na rua e nas casas vizinhas, pelo menos tinha que agradecer que os vizinhos gostavam de fuxicar da vida alheia para terem visto a fumaça a tempo do fogo não tomar a casa toda. A uma distância segura da entrada da casa, ele finalmente tirou Magali dos ombros, colocando a mulher sentada no gramado a sua frente e tossindo mais algumas vezes no processo. - M-Magali...? Está me ouvindo? Está acordada? RE: Emergency [Henrique] - George - 09-04-2021 Havia sido um dia normal no trabalho e nos bicos que costumava fazer para ajudar seus vizinhos e alguns amigos de trabalho, quando foram chamados para uma ocorrência de incêndio no distrito residencial. Como era um dos mais velhos e experientes no trabalho, coordenou a equipe para que chegassem ao endereço o mais rápido possível. De longe, já podia avistar a fumaça que escapava pelas frestas da casa e pela porta que parecia ter sido aberta. Como conhecia bem a cidade, não era difícil de saber onde ficavam os hidrantes e como poderiam começar a apagar aquele fogo. Vestido com a máscara e o equipamento de proteção individual como luvas e o casaco, ouviu um dos integrantes de sua equipe lhe chamar, anunciando que havia duas pessoas já no jardim enquanto preparavam a mangueira conectada ao caminhão. Aproximou-se de ambos, a mulher parecia desacordada. - Tem mais alguém em casa?! Como o fogo começou?! Sabe dizer, senhor? - perguntou para o sujeito de óculos que lhe parecia estranhamente familiar. Segurou-o pelos braços, ajudando-o a se levantar para sair de perto da casa enquanto outro bombeiro carregava a mulher nos braços, levando-a para receber oxigênio. Se houvesse alguém dentro da casa que não tivesse conseguido sair, teria de entrar para um resgate. Se soubesse a natureza do fogo, poderia orientar melhor sua equipe para apagar o fogo. Sua prioridade, no momento, era manter a vida das pessoas salvas e evitar que aquele incêndio doméstico se espalhasse. A alimentação de gás já havia sido cortada. RE: Emergency [Henrique] - Henrique - 09-04-2021 Henrique não teve muito tempo de ouvir a resposta de Magali, quando uma voz masculina mais firme lhe chamou atenção. Ele se voltou para o bombeiro que tinha chegado, a imagem dele um pouco embaçada, já que estava sem seus óculos de grau. E o óculos era o menor dos problemas, já que estava só de calça de moletom e os vizinhos teriam muito para fofocar sobre a sua tatuagem do distrito residencial até a praia. - Não... - ele tossiu algumas vezes, cobrindo a boca com uma das mãos enquanto Magali era levada por outro bombeiro para receber assistência. Ele ficou de pé também com a ajuda do homem que foi falar com ele. - Não tem ninguém em casa. O fogo começou na cozinha, não sei como... ainda não se espalhou pela casa... - parou para tossir mais algumas vezes, sentindo a garganta doer no processo. - Tem mais fumaça do que fogo. Ele tentou respirar fundo, mas sentiu a vontade de tossir de novo e cobriu o rosto mais uma vez. Ao menos estava consciente e de pé. Ele deu uma olhada ao redor enquanto os bombeiros faziam o trabalho para apagar o fogo da casa e procurou Magali, que estava recebendo atendimento com oxigênio para ajudar a respirar. - Eu vou ver como minha colega está. Se precisar de alguma coisa, meu nome é Henrique, sou o dono da casa. - ele já ia estender a mão para cumprimentar o homem, quando sentiu uma coisa roçando contra as suas pernas e o miado alto do gato que tinha escapado da casa, quase saltando para o lado com o susto do toque do bicho. - Inferno de gato! RE: Emergency [Henrique] - George - 09-05-2021 Concordou e agradeceu pelas informações do tal dono da casa. Agora, com as informações importantes sobre a origem do incêndio, poderia orientar melhor a equipe para que lidassem com a origem da fumaça. Deixou o homem aos cuidados do bombeiro que estava segurando a inalação de oxigênio para a mulher, orientando-a a permanecer acordada. A morena parecia um tanto desorientada e imaginou que teria sido por conta da inalação da fumaça. Pelo que o morador havia dito, o fogo deveria ter origem na cozinha, portanto poderia ter começado por um vazamento de gás ou curto elétrico, comumente. Como a energia havia prontamente sido desligada, informou a sua equipe para que concentrassem o jato de água do hidrante no resfriamento das paredes e do telhado da casa para que o calor não acelerasse a queima dos móveis e do imóvel. Adentrou com mais dois bombeiros de sua equipe, indicando que ambos se concentrassem em utilizar o extintor específico com espuma para o caso de produtos elétricos. Como a fumaça era mais intensa dentro da casa, só conseguiam adentrar de fato com o auxílio das máscaras. Após cerca de mais de uma hora, conseguiram apagar o incêndio, sendo parabenizados, como de costume, pelos vizinhos do casal. A mulher ainda parecia fraca para conseguir falar corretamente. Ela parecia ter machucado a garganta ao inalar bastante fumaça, ou ao menos foi o que o bombeiro que havia prestado ajuda ao casal havia lhe dito. Também haviam oferecido uma coberta para o dono da casa, o que foi bastante necessário, visto que ainda que naquele estado, a tatuagem dele chamava a atenção dos vizinhos curiosos. Aproximou-se a passos seguros, removendo o capacete com presteza, usando as costas dos próprios punhos para secar o suor de seu rosto. Ainda que estivesse acostumado com todo aquele peso do trabalho, sempre era abafado e quente quando precisava lidar com um incêndio, ainda que doméstico. - Madame, monsieur, o fogo está sob controle. Mas vão precisar passar a noite em outro lugar, precisamos verificar a estrutura da casa para comprovar que o fogo não afetou nenhuma parte importante da sustentação dela. - explicou, observando melhor o tal sujeito de óculos. - Hen... Henrique, não é? - apontou para a mulher com breve atenção. - Sua colega, esposa, ela precisa ser encaminhada para o hospital, parece que inalou fumaça demais. Vocês tem onde ficar? Casa de amigos, parentes? - normalmente não era o trabalho de um bombeiro fazer aquele tipo de pergunta, mas Cerise era uma cidade pequena e gostava de ter a sensação de que estava ajudando os moradores também com seu trabalho. RE: Emergency [Henrique] - Henrique - 09-05-2021 Henrique até tentou se livrar do bichano, mas ele insistiu em lhe seguir quando foi até o lugar onde Magali estava sendo atendida. Ainda tentou falar com a mulher, mas ela estava recebendo oxigênio e parecia bem mais debilitada que ele, então não teve muita alternativa senão se enrolar com um dos cobertores fornecidos pela equipe de bombeiros e esperar enquanto eles controlavam o fogo. Sem o celular e até mesmo sem o óculos de grau, ele não tinha muito o que fazer, o gato pulou ainda em suas pernas e ele fez o favor de jogar o bichano perto de Magali antes que, adicionando à tosse da fumaça, começasse a espirrar por causa da alergia ao bicho. Quase uma hora depois foi que o homem que lhe atendeu assim que chegaram se aproximou de novo, para informar que o fogo estava sob controle e que ainda teriam que passar a noite em outro lugar. Henrique suspirou resignado, mal podia enxergar o rosto do sujeito por causa da ausência dos óculos. - Não tenho outro lugar pra ficar, nem sei se Magali tem. Mas eu posso providenciar a estadia num hotel ou pousada no meio tempo. - respondeu Henrique. - O fogo foi só na cozinha? Se puder, preciso pegar meu celular e os óculos. E pelo menos algumas trocas de roupa pra passarmos a noite em outro lugar enquanto vistoriam a casa. - ele se voltou na direção de Magali, que ainda parecia bem atordoada. - Magali, eles vão te levar pro hospital pra receber cuidados, está entendendo? Vou pegar algumas coisas em casa e encontro você lá, certo? RE: Emergency [Henrique] - George - 09-05-2021 A situação era pior do que imaginava, julgando que ambos não tinham outro lugar onde ficar na cidade e a mulher provavelmente passaria a noite no hospital para se recuperar adequadamente. As roupas dos dois eram de dormir e, na noite de Cerise, deveriam ser desconfortáveis para passarem em um quarto de hospital ou de hotel. Observou com certo pesar quando a figura feminina e delicada apenas meneou a cabeça, concordando com o "colega", o gatinho, que imaginava ser dela, pulando para se acomodar no colo da morena. Agradeceu quando um de seus colegas de trabalho lhe ofereceu uma garrafa de água para tomar também, assim como a equipe oferecia uma para o homem de tatuagens. Por um momento, chegou a se recordar de seu amigo japonês, mas ele era bem mais largo e forte que o homem a sua frente. - Monsieur não tem permissão para entrar na residência. A estrutura pode estar em risco, se lembra? - adicionou, ajustando o capacete para voltar a colocá-lo. Acenou para alguns de seus colegas de trabalho que já estavam recolhendo as mangueiras para que se aproximassem. - Eu vou entrar para buscar algumas coisas desse casal aqui. Eles não tem um lugar para ficar na cidade. Um de vocês vai me dar suporte e eu subo as escadas. - informou, afastando-se para dar início ao seu trabalho de resgate dos pertences. Normalmente, ignoraria aquele tipo de pedido dado ao risco de adentrar em uma construção com a possibilidade da estrutura principal ter sido afetada, mas como o sujeito não tinha para onde ir, preferia confiar na própria experiência e ao menos tentar. Seguiu os procedimentos de segurança ao adentrar novamente na casa, verificando que o fogo de fato havia partido da cozinha e que, ao que parecia, o primeiro andar havia sido atingido apenas nas acomodações que ficavam acima da cozinha, ou seja, um dos quartos e o banheiro. Como a estrutura de madeira estava encharcada e queimada, não conseguia se mover muito rápido sem tomar o devido cuidado onde pisava. O ambiente também estava escuro pelo corte de energia e pelo horário noturno, mas conseguiu arrumar algumas roupas em uma mochila que encontrou no armário e encontrar os documentos de ambos, o que já era muito importante. Encontrou o celular do homem abandonado no quarto, a tela apagada, e um par de óculos que imaginou ser do homem. Enquanto isso, a professora de música tentava recuperar o próprio fôlego, ficando acordada pela própria força de vontade enquanto observava o que havia acontecido com sua casa, não conseguindo conter as próprias lágrimas devido ao medo de quase ter perdido a própria vida. Devido a alta sensibilidade, não foi nenhuma surpresa quando o calor se tornou insuportável e a fumaça facilmente lhe tomou a garganta, sufocando-a não fosse pela interferência de Henrique. - Henrique... - falou baixinho, o tom de voz meio rasgado pela rouquidão. RE: Emergency [Henrique] - Henrique - 09-07-2021 Henrique só suspirou resignado e rodou os olhos quando ele disse que não podia entrar por causa do risco na estrutura. Só mais um atraso de vida àquela altura, mas pelo menos ele tinha dito que ia entrar para pegar as coisas ao invés de lhe deixar de mãos livres, afinal, não teria como reservar qualquer hotel ou pousada sem nem ter seus documentos ou carteira. Ele ficou esperando enquanto os bombeiros entravam na casa para pegar os seus pertences e só depois de um tempo foi que ouviu alguma coisa vinda de Magali. - Ei, você acordou. Consegue me entender? Você vai pro hospital agora pra receber tratamento, inalou muita fumaça. - ele respondeu, tossindo um par de vezes também. - O bombeiro foi buscar nossas coisas. Vou arrumar um hotel pra passarmos as próximas noites até liberarem a casa. Esperou alguma resposta de Magali, e depois de alguns longos minutos, o bombeiro que tinha lhe assistido voltou com pertences pessoais, principalmente seu óculos e seu celular. A primeira coisa que Henrique fez foi colocar o par de óculos e deixar de enxergar as coisas embaçadas, levantando o olhar para o bombeiro. - Obrigad- ah, é o cara do elevador. - Henrique arqueou as sobrancelhas ao focar o rosto alheio, lembrando da situação no elevador que tinha travado num andar e ele tinha ficado preso convenientemente com o bombeiro. - Verdade, você tinha dito que era bombeiro. Alguma previsão de quando podemos voltar para casa? Vou ligar para o seguro, eles vão precisar do relatório dos bombeiros. RE: Emergency [Henrique] - George - 09-08-2021 A professora assentiu com a cabeça, indicando que apesar de ainda estar tonta pela inalação da fumaça e a falta de oxigênio, conseguia entender o que Henrique dizia. A mulher afagou o gatinho que havia se acomodado em seu colo com fracos movimentos, mas não conseguia ainda falar uma sentença completa sem sentir o peito doer e a garganta secar. Após a busca pelos pertences do sujeito, George retornou e se dirigiu primeiramente aos seus colegas de trabalho, instruindo que fechassem as entradas para a residência e sinalizassem que o acesso estava restrito ao imóvel. Com a polícia informada após os telefonemas dos vizinhos, duvidava que alguém invadiria aquele lugar até a vistoria ficar pronta. Aproximou-se do casal com a mochila que havia conseguido resgatar, era um modelo mais chique, daquelas que podiam carregar um laptop se quisesse. Porém, ela estava amontoada de roupas que havia conseguido encontrar dos dois, os documentos de ambos e o tal celular que havia sido solicitado. Com o capacete em uma das mãos, coçou a nuca com a mão livre enluvada, finalmente se recordando do tal sujeito quando ele mencionou o tal elevador. Sua memória não era lá essas coisas para pessoas que encontrava na vida e que não faziam parte de seu convívio direto em Cerise, mas funcionava o bastante para que se lembrasse que o homem havia dado em cima de sua pessoa. Estranhou o fato dele estar morando com uma mulher a quem chamava de "colega". As informações que lhe haviam sido passadas por telefonema era que um casal estava em apuros na casa em que viviam por conta de um incêndio. - A vistoria deve sair até o final de semana. - respondeu ao sujeito com o tom calmo de costume. - O senhor vai acompanhá-la até o hospital? - perguntou, observando de relance a ambulância que já se aproximava, vindo do final da rua. RE: Emergency [Henrique] - Henrique - 09-08-2021 Henrique rodou os olhos diante da falta de disposição de Magali depois de ter inalado fumaça, mas ainda estava acariciando o gato no colo. E se ela fosse ficar no hospital aquela noite, quem teria que ficar com o bicho era ele. A primeira coisa que fez foi pegar uma camisa de manga e botões para poder vestir e cobrir as tatuagens que chamavam mais atenção agora do que o resto do incêndio. Ajustou o óculos no rosto e pegou o celular para poder responder milhares de mensagens com agilidade enquanto digitava, e estava tão distraído que só concordou com um "hm-hm" quando ele disse que a vistoria deveria sair até o fim de semana. Aproveitou o celular em mãos para poder enviar um e-mail direto para a companhia de seguro e depois que estivesse instalado fosse no hospital acompanhando Magali, ele podia pesquisar por lugares para passar os próximos dias. - Hm. Vou, ainda tenho que pesquisar algum lugar pra ficar e entrar em contato com a seguradora já que eles precisam arcar com os custos da reforma e da estadia. - Henrique respondeu, ficando em pé e discando o contato da seguradora para poder falar com o agente. - Você precisa de mais alguma coisa? Senão, vou pro hospital com a Magali. Se precisar de alguma informação, me ligue. Eu estou sem meus cartões de visita, quer anotar as informações de contato? Ou posso mandar pra o seu e-mail. |