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Tempo Para Si [Natalia] - Katrina - 09-27-2021 Katrina
Naquele final de semana, sozinha, a morena decidiu se dar um pouco o prazer da diversão. Há quanto tempo não saía? Sentia-se enclausurada, sozinha em casa, cheia de provas para corrigir. Precisava de um tempo para si: e era o que teria! A noite, sairia para beber e não tinha pessoa nesse mundo que a impediria. Vestiu um vestido preto, elegante, mas simples o suficiente para o Salão Mary Stigmata - não era acostumada a usar vestidos, mas aquela era uma situação especial. Será que chamaria a atenção do seu amigo Theo por lá? Chegando no local, como sempre estava cheio. Passeou com o olhar por entre as mesas e uma mulher acabou chamando sua atenção. Já haviam se encontrado antes? Um sorriso felino se formou de canto, aproximando-se da estranha de cabelos claros e corpo voluptuoso. Há meses não passava a noite com alguém, talvez fosse a hora de mudar a situação. - Boa noite. Posso me sentar com você? - perguntou, simpática, apontando para a cadeira vazia. Parecia tão sozinha quanto ela. Natalia
Estava em mais uma de suas noites de diversão em que escolheu visitar um dos bares mais falados da cidade. Geralmente frequentava lugares novos, mas até começava a sentir falta do Mary Stigmata. Contudo, estava ali esperando que nenhuma de suas desavenças de trabalho aparecesse. Sentou-se ao bar e retirou o celular da bolsa apenas para conferir a própria aparência antes de pedir seu primeiro drink da noite. Gostava das bebidas mais doces e sempre apostava na cereja. Havia saído com seu conjuntinho de calça preta justa ao corpo e o blazer de corte fino sem sutiã que ajustava muito bem todas as curvas de seus seios. Não se incomodou em prender o cabelo, deixando ele solto, os acessórios em dourado, assim como o fino salto do seu scarpin. Mordeu o talo da cereja entretida com as mensagens em seu celular, despreocupada com o batom nude que usava. Foi então que notou a presença feminina de voz simpática e não conseguiu deixar de sorrir em resposta quando a mulher parecia querer sentar ao seu lado. - Claro, meu anjo. Claro que pode. - deixou o talo da cereja de lado e sinalizou para o bartender, pedindo uma segunda dose. - Ah, perdão. Acabou de chegar? Quer que peça uma para você também? - sugeriu, tentando ser gentil e prestativa, afinal de contas, não sabia se ela apenas queria mesmo um lugar para sentar perto de outra mulher por se sentir mais segura ou se havia de fato ali um interesse mais próximo da sua inclinação sexual. Katrina
- Muito obrigada, querida. - após o agradecimento, não tardou em sentar-se ali, ao lado daquela bela mulher. Não sabia se a estranha carregava o mesmo interesse por mulheres que ela, mas descobriria com o tempo, com o jogo de flertes que estava disposta a fazer. Estendeu a mão com um largo sorriso simpático - Não precisa, ainda vou escolher o que pretendo beber. Muito prazer, Me chamo Katrina. Seu nome, é? Após aquela educada apresentação, chamou o garçom. Pediu uma margarita na promoção, que vinha com, três shots. Estava dirigindo, mas era difícil ficar embriagada e esperava de verdade só voltar para casa quando já estivesse sóbria. - Nunca a vi por aqui. É nova em Cerise? - de repente o interesse em rever seu amigo se esvaiu graças a uma incógnita ainda mais interessante. Natalia
Sorriu amistosa com a companhia feminina e quando ela negou sua oferta de bebida, concordou brevemente com a cabeça, imaginando que talvez ela só quisesse um bom lugar para sentar perto do bar. Tomou um breve gole de uma bebida adocicada antes de responder a pergunta dela, estendendo a mão para se apresentar educada: - Natalia. Natalia Arlovskaya. Segurou a taça de sua bebida e observou a mulher, pensativa. Talvez ela estivesse ali com o mesmo tipo de interesse que o seu. Uma boa companhia feminina já era o suficiente para que tivesse uma noite agradável longe dos problemas que seu trabalho trazia consigo. - Meio que sim. - respondeu rindo. - Meio que sou, meio que não sou daqui também. - deu de ombros. - Mas eu já vim aqui antes. E você? Imagino que não seja sua primeira vez…? - sugeriu, estreitando o olhar antes de tomar o último gole de sua bebida, pousando a taça na bancada e logo em seguida voltando o interesse para a morena de cabelos curtos. Katrina
- Então nos desencontramos todas as vezes que esteve aqui. - respondia de forma divertida, sem tirar os olhos dos da mulher. Com os cotovelos sobre a mesa, fez questão de debruçar-se discretamente ali, apenas para exibir um pouco do decote avantajado que aquele vestido proporcionava. Queria deixar claro que aquilo era um flerte, mas antes, precisava também ler os sinais da atraente desconhecida. Afinal, odiava criar esperança com mulheres heterossexuais, embora apreciasse uma boa amizade - Costumo vir com certa frequência. Mas infelizmente, por conta do trabalho, tenho me resguardado. Os shots de tequila não demoraram para serem trazidos pelo garçom, depositando os três copinhos na mesa. Logo, Katrina voltou a postura ereta de antes, agradecendo o garçom com um sorriso carismático, deixando-o visivelmente sem graça. Assim que ele se afastou, voltou a atenção para Natalia. - Então, Natalia. Está em Cerise há quanto tempo? - perguntava despretensiosa, bebericando o primeiro shot da tequila. Natalia
Não pode deixar de notar o decote sensual da morena a sua frente enquanto terminava de bebericar sua bebida. Ergueu o olhar para a mulher assim que as bebidas chegaram, arqueando as sobrancelhas com a pergunta sobre há quanto tempo estava ali. - Faz alguns meses, na verdade. - sorriu um pouco sem jeito, relembrando exatamente a quanto tempo estava na cidade, mas não queria entrar no assunto, não gostava muito de falar sobre para onde ia e o que costumava fazer na cidade. - O que faz aqui na cidade? O que pode te impedir de vir com frequência aqui? É alguma figura pública importante? - tentou adivinhar, levando a mão até a própria nuca, afastando os cabelos claros e azuis para os ombros, brincando com alguns fios na ponta de seus dedos com unhas bem cortadas e com esmalte neutro. A mulher parecia animada em encontrá-la, talvez pudesse sair dali mais feliz que quando topou com o tal de Liam, o traficante que não conseguia nem dar um orgasmo a uma mulher. Respirou fundo, arqueando os ombros só de lembrar do sujeito desagradável. A morena era uma companhia infinitamente melhor que o sujeito. Katrina
- Alguns meses? Hm... a cidade é pequena, mas garanto que entediada você não fica. - brincou, ainda com o primeiro shot em mãos, mas sem terminá-lo. Brincava com o copo, fazendo movimentos circulares com o mesmo apenas para ver líquido se movimentar - Sou professora. Trabalho no Limoges-Collet, já deve ter ouvido falar. Trabalhar naquele lugar é quase como ser uma celebridade. - dizia, enfim, voltando a bebericar a tequila. Katrina notou o olhar de Natalia em seu decote, bem como ela gostaria. Aquilo era um bom sinal. Realmente estava interessada em sair dali acompanhada e se possível, por uma mulher bastante curvilínea e interessante como a que estava em sua frente. - E você, Natália? Estou curiosa. O que faz da vida para vir parar em Cerise? - perguntava despretensiosamente mas não, não estava curiosa. Estava apenas ganhando tempo para não puxá-la para o banheiro logo de cara. Nem toda mulher gosta de ir "aos finalmentes", então, continuou com o flerte casual. A encarava com um singelo sorriso interessado, terminando enfim o primeiro copo, indo para o segundo. RE: Tempo Para Si [Natalia] - Natalia - 09-27-2021 Natalia
Acabou rindo baixo quando ela respondeu ser professora justamente em Limoges. Claro, com aquele ar mais sóbrio e sofisticado, claro que ela, sendo professora, deveria ensinar em Limoges. Concordou, porém, com a mulher em silêncio, afastando-se para poder pegar mais alguns aperitivos como azeitonas sem caroços, recheadas. - Sou médica. - estendeu a mão, segurando a dela e cumprimentando-a em um balançar amistoso. - Estou trabalhando no Hospital Geral. - respondeu, oferecendo uma das azeitonas para a mulher logo em seguida. - Gosta de dançar? Eu curto muito essa música! Avisou, levantando-se para poder deixar a própria bebida de lado enquanto começava a se mexer ao som de “I Love it” de Icona Pop. Definitivamente não era nenhuma dançarina graciosa, por isso adorava aquelas músicas pop britânicas que conseguia cantar em sua própria pick up no caminho para o trabalho ou enquanto saía para se divertir. Não se importava de fazer passos ou movimentos que poderiam ser considerados ridículos, só gostava de dançar e se divertir com outras pessoas que estivessem no mesmo ritmo que o seu. |