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Clientes que não Têm Razão [Ciel] - Ethan - 09-27-2021 Ethan
Mais um dia no PacDonald's desde que Isaac terminou o namoro. Tentava se reerguer, de verdade, mas ainda era difícil. Após conversar com seus amigos e se distrair, sentia que precisava sair mais, viver. Infelizmente se encontrava preso no caixa daquela lanchonete, tendo que enfrentar mais um cliente difícil. - Senhor, eu expliquei... o senhor pediu a promoçã-- - EU NÃO QUERO SABER!! - berrou o homem que aparentava ter seus cinquenta anos, ligeiramente calvo e visivelmente alterado - Eu paguei pelo sanduíche duplo com o preço de um, eu quero essa promoção!! - Essa promoção foi a do mês passado senhor... o senhor pediu a promoção desse mês. Se quer dois sanduíches vai ter que pagar por cada-- - VOCÊ ESTÁ TENTANDO ME EXTORQUIR?? - gritou o homem para Ethan que logo gelou. Ele estava chamando muita atenção, principalmente após socar o balcão. Os funcionários cochichavam e os clientes pareciam assustados. Aparentemente, o gerente não estava. - S-senhor... por favor se acalme...! Ethan não sabia o que fazer. Encarava o cliente alterado, encarava os outros clientes assustados, olhava de soslaio para seus colegas de trabalho. Era informação demais em pouco tempo. Apenas engoliu em seco e fechou os olhos com força ao notar que o homem mais velho cerrava o punho. Levaria um soco? Ciel
Economizar dinheiro sempre que possível, certamente essa era uma mini regra que Ciel gostava de seguir desde sempre. Afinal nada superava a felicidade de chegar no final do mês e ter dinheiro sobrando depois de ter pagado todas as contas. Por isso, quando não conseguia comer em casa, preferia comer em redes de fast-food pela comida ser mais barata. Estava na fila esperando para pegar seu pedido logo atrás de um homem calvo. Checava o celular quando escutou uma voz masculina bastante exaltada logo a sua frente. Levantou o olhar, para ver a situação do pobre atendente loiro levando uma bronca do tal homem irritadiço. Deu uma olhada rápida, e os outros clientes pareciam tão assustados quanto o atendente que não sabia nem onde colocar a cara. Normalmente não gostava de se meter nesse tipo de situação, mas também detestava o tipinho de gente que nem o do velho que levantava a voz para resolver um problema. Deu uma olhada no preço que era a tal promoção do mês, e não encostou no homem, mas foi para o lado dele para chamar sua atenção, colocando as mãos nos bolsos da calça, com uma postura de quem claramente estava fazendo pouco da situação do velho e uma expressão de poucos amigos. - Senhor, sei que você deve tá bem irritado com a sua situação, mas você está perturbando toooodo o resto dos clientes, eu incluso, e é bem injusto quando isso tudo é culpa sua né? - disse, com o maior tom de deboche que podia colocar. O sotaque forte britânico que tinha ajudava a dar mais entonação na fala e já fazia algum tempo que não fazia algo assim, era até divertido - O atendente não tem culpa nenhuma disso e o aviso tá bem grande pra qualquer um ler, acho que seus olhos não tão ruins à esse ponto não, né? - deu espaço para que ele falasse, mas assim que começou, cortou a fala dele - E eu ouvi muito bem você confirmando o pedido. Vai dizer que eu to ouvindo errado então? Pega seu pedido e chispa daqui. - disse, dando um passo à frente do velho, apenas para que ele recuasse e Ciel pudesse ficar entre ele e o atendente loiro. O jardineiro claramente era uma pessoa muito tranquila, pelo menos em dias atuais. Os anos que teve de baderneiro às vezes vinham a calhar para algumas situações como essa. Pelo visto não havia perdido a prática. Assim que o velho saiu e não fez menção de voltar, suspirou aliviado e se virou bastante sorridente para o atendente: - Está tudo bem, garoto? - perguntou, verdadeiramente preocupado - Não vá deixar um velho amargurado daqueles acabar com seu dia hein. Acho que ele não volta. Ethan
Odiava disctir. Permaneceria de cabeça baixa, até encontrar um momento oportuno de pedir ajuda para o gerente, torcendo para não ser demitido. Por sorte, uma alma caridosa apareceu, "tankando" o cliente desagradável. Ergueu a cabeça apenas para observar o homem mais velho sair resmungando, mas com o pedido em mãos. O loirinho suspirou aliviado, sorrindo sem graça para o seu "herói", que aparentava ser bastante simpático. - O-obrigado, senhor. Mas não precisava... às vezes alguns clientes esquecem que as promoções mudam mensalmente. - falava aquilo, resignado. Era notável que o atendente não sabia lidar com situações como aquela. Parecia um hamster acuado, com o cabelo dourado escondendo o rosto juntamente com o óculos de grau - Mas estou bem sim... obrigado. Q-qual vai ser o seu pedido? Seu objetivo era tentar ser seu exato oposto após o término com o namorado. Infelizmente, não estava conseguindo sair bem-sucedido dessa empreitada. Aquilo o frustrava, mas não demonstraria para ninguém agora. Iria afogar as mágoas em casa, madrugando sendo tóxico em algum jogo online. RE: Clientes que não Têm Razão [Ciel] - Ciel - 09-27-2021 Ciel
Felizmente o atendente não parecia estar muito assustado com aquele cliente. Devia ser algo corriqueiro de acontecer naquele ramo. Apenas sorriu de volta para o mais novo, sendo uma completamente diferente àquela que intimidou o velho ranzinza: — Não foi nada, de verdade. É normal esquecer as coisas, o problema é querer jogar algo que foi inteiramente a sua culpa nos outros. — reclamou, sem se preocupar muito do que o outro poderia achar. Provavelmente deveria ter vontade de falar poucas e boas sobre o velho e o trabalho não permitia nada disso — Ah! Aqui a ficha. Acho que já deve estar pronto? Entregou a ficha com o numero do pedido para o outro, e enquanto ele separava o pedido aproveitou para dar uma olhada para a saída. Felizmente o estabelecimento tinha muitas janelas altas de vidro, e podia ver claramente a figurinha ranzinza andando de um lado para o outro lá. Suspirou irritado, e quando o mais novo veio lhe entregar o pedido, aproveitou para avisar: — Olha, o velho ainda tá zanzando por lá. Como é meu dia de folga, vou aproveitar e fazer uma horinha por aqui, tudo bem? Pelo menos até ele ir embora e a gente ter certeza que ele não vai aprontar. Assegurou ao mais novo, pegando então o pedido e fazendo o caminho de volta à sua mesa, encarando fortemente o velho através de uma das janelas até se sentar. Como teria tempo livre, aproveitou para atualizar algumas coisas no celular novo da vez, bloquear alguns números de sempre e configurar alguns aplicativos. Era péssimo com novas tecnologias. |