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Uma Brasileira, Uma Alemã e Uma Síria [Blair, Olivia] - Printable Version

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Uma Brasileira, Uma Alemã e Uma Síria [Blair, Olivia] - Natalia - 09-28-2021

Natalia

Estava em mais uma de suas folgas e depois de tanto estresse nos últimos meses, precisava sair para extravasar. Já havia arrumado um novo apartamento para viver. Desde o último encontro com o profissional de mortes encomendadas, não confiava em ficar no mesmo apartamento que antes. Acertou suas contas com a colega de aluguel, pegou seus vibradores, jogou tudo na mala e se mudou para outro lugar. Era uma mudança de certo modo inútil, tendo em vista a capacidade do homem de cicatriz no rosto de conseguir rastrear seus alvos. O homem era profissional demais no que fazia.

Arrumou-se antes de conferir o horário e o lugar escolhido para sair, um dos bares da área de restaurantes de Cerise havia passado por uma reforma e estava bem ansiosa em dar uma passadinha por lá e experimentar dos novos petiscos do menu do bar, quem sabe dançar e sair com alguém que soubesse lhe dar uma orgasmo.

Saiu com sua pick up, estava vestindo uma peça única preta, tomara que caia, cinto dourado, salto alto preto agulha. Claro que, para dirigir, teve de ir descalça, mas não deixou de cuidar bem de seus pés e mãos com loções cremosas hidratantes com aroma mais fresco de lavanda. Não usou perfume, decidindo apostar apenas na loção de banho mesmo e no perfume do seu condicionador. A maquiagem era de um batom nude, mais intensa na sombra dos olhos, o cabelo solto.

Adentrou no estabelecimento, aproximando-se logo do bar para ter acesso ao menu e cumprimentar o atendente conhecido. Apreciou a batida animada ao fundo da pista de dança que estava terminando de tocar Taylor Swift Shake it Off para começar a tocar Fancy da Iggy Azalea. Pediu uma garrafa de cerveja e observou ao seu redor, de pé, apoiada no bar e procurando por conhecidos. Todavia, acabou parando para observar uma figura feminina bastante peculiar, alta, braços fortes e pele negra.

Virou-se para o atendente conhecido no bar, acenando no meio do barulho para poder conseguir outra garrafa de cerveja, Heineken. Sorriu para o atendente assim que ele observou seu alvo, captando suas intenções em poucos instantes. Seguiu até a desconhecida, estendendo a garrafa de cerveja sem pudor algum na direção da mulher que não se recordava de ter encontrado antes por ali.

- Oi, morena. Primeira vez aqui? - sorriu, aquele tipo de sorriso que não escondia nenhuma de suas segundas, terceiras e múltiplas intenções. - Natalia. Arlovskaya. Mas você pode me chamar só de Nat, meu bem.

Blair

A chegada até Cerise havia sido bastante agradável. Havia conseguido um apartamento relativamente barato para dividir com sua amiga à distância, Olívia, e como havia sido a primeira a chegar, ficou de resolver as pendências do apartamento. Até poderia ter esperado a companheira, mas havia mudado tão em cima da hora e a brasileira havia ficado igualmente empolgada com a ideia de dividirem apartamento, que bem poderia já quebrar alguns galhos. Por isso resolveu boa parte do que era necessário do apartamento e do próprio trabalho antes da amiga enviar a mensagem, avisando que chegaria no período da noite na cidade turística, o que seria uma boa pedida para conhecer um dos bares da cidade.

Fez uma pesquisa rápida e achou informações sobre um bar, aparentemente antigo, que havia passado por algumas reformas e estava tendo mais respostas positivas. Passou o endereço para Olívia, e marcaram o horário. Foi tempo suficiente para Blair resolver as pendências daquele dia na defensoria pública, voltar para casa e poder se arrumar. Depois do banho, vestiu uma calça de alfaiataria de cintura alta num tom de amarelo claro, uma regata com alças simples branca que deixava à mostra os braços bem definidos, e um salto alto também branco, lhe conferindo pelo menos 5 centímetros extras.

Foi até o lugar de uber, afinal estava pagando barato no apartamento para poder “luxar” e iria abusar bastante disso, e se deparou com um bar bastante movimentado e com um gosto musical bem animado. Foi avisando à amiga pelo celular onde estaria mais ou menos dentro do estabelecimento, procurando um lugar para se sentar, nem que fosse no bar e depois uma mesinha. Pessoalmente, preferia o bar. Melhor coisa era ficar fora com o bartender. Estava guardando o celular quando viu e ouviu a dona de uma voz feminina lhe estender uma garrafa de cerveja, com um sorriso que já havia visto estampado no rosto de muitos clientes. Retribuiu o sorriso, apesar de claramente sem as mesmas intenções, e aceitou a cerveja oferecida:

- Primeira vez sim, querida - fez um pequeno gesto de saúde com a garrafa. Os olhos âmbares olharam a figura de cima pra baixo, era uma mulher bastante charmosa, certamente com um sorriso daqueles devia atrair gente fácil, fácil - Prazer, Nat. Blair Al-Amir, mas já que estamos nos mantendo no primeiro nome, pode chamar de Blair. Infelizmente já é pequeno o suficiente e não consigo fazer apelidos curtos e charmosos com o seu.

Sorria extremamente carismática para Natalia, falou tão diretamente que poderia ser confundido facilmente um flerte bastante suave, apesar de ser apenas a maneira da morena de se divertir com as situações. Mantinha uma mão ainda no bolso onde estava o celular, atenta caso vibrasse com algum aviso de Olívia.

Olivia

A vida de Paris finalmente estava chegando ao fim, não podia dizer que odiava a França, o livra tinha lhe rendido uma mudança de vida jamais imaginada para uma garota da favela, mas estava certa que já tinha dado a cota de seus dias na cidade luz onde uma água poderia custar $50.00. A oportunidade de emprego em uma cidade do interior, apenas algumas horas de distância de sua faculdade lhe dava o conforto de estar longe da vida burguesa que nunca foi sua realidade, e ainda perto o suficiente pra poder finalizar mais uma etapa de seus estudos. Já tinha avisado a toda sua família no Brasil de que iria se mudar, e embora para todos parecesse estar fugindo - em verdade até estava -, só queria aproveitar parte do aconchego de valores que uma cidade menor poderia lhe oferecer. Era uma mão de vaca nata, só gostava de gastar quando lhe convinha, e tinha de ser bem convincente, e que situação mais conveniente que uma saída para o bar para comemorar o encontro com a amiga Blair a quem já conhecia há alguns anos virtualmente mas seria o primeiro encontro presencial.

Pegou o trem para Cerise e apenas largou as bagagens no apartamento lindo, pequeno e aconchegante, para pegar um Uber para o bar indicado pela amiga. Estava usando uma blusa de gola azul marinho de tecido confortável, meia calça preta, uma saia preta curta, sapatos baixos, porque se fosse dançar um salto lhe cansaria com certeza, apenas se certificou de estar cheirando bem antes de sair, arrumou o cabelo em um coque desarrumadamente charmoso, e pegou uma bolsa pequena, os braço estavam a mostra, mas estava bem acostumada a temperatura da França, não podia dizer que estava com frio.

Enviou uma mensagem dizendo que já estava chegando, mas não entrou em detalhes se era na cidade ou no bar. Não demorou tanto e alguns minutos depois estava sendo deixada na entrada do bar, no alto de seus 1,56m, a morena observou o espaço buscando o rosto que conhecia por foto e vídeo conferência, e claro que uma mulher com aqueles braços facilmente se destaca no ambiente, caminhou em passos confiantes na casa noturna e passou o braço no ombro da amiga:

-- De perto você é ainda mais bonita, desculpe a demora amore! -- comentou com toda a intimidade que normalmente tinham por chat, mas regada a um conjunto de contatos físicos que era da sua cultura. Aproximou-se e beijou a face de Blair, antes de dar atenção a outra figura feminina maravilhosa que trocava conversa com sua amiga: -- Perdi o pedido de bebidas! -- estalou os dedos na mão livre, finalmente encarando a mulher maior: -- E você, minha flor, quem é?

Comentou na maior naturalidade, como se todas ali fossem amigas a 20 anos e estivessem apenas se reencontrando em uma saída casual.

Natalia

A médica riu, achando fofo como ela destacava que seu apelido era charmoso. Deu de ombros, observando o movimento ao redor no local, mantendo o sorriso amistoso nos lábios.

- Blair está ótimo. Al-Amir é curioso. Não topei contigo ainda por aqui. Primeira vez? - perguntou, interessada em puxar conversa para a mulher de belos braços desnudos. Contudo, sua conversa com a morena foi interrompida por uma outra mulher, mais baixinha, de ótimas curvas e um ar mais despojado.

Pressionou os lábios, surpresa com a proximidade das duas mulheres, sentindo por um instante que havia adentrado em um território já ocupado. Acompanhou o gesto do beijo da baixinha no rosto de Blair e sorriu nervosa, rindo baixo assim que foi percebida pela nova figura na roda feminina.
- Ah, Nat-Natalia, Arlovskaya, senhora… - fez uma pausa, estreitando o olhar, imaginando se poderia saber qual o nome da mulher que também não se recordava de ter encontrado ali antes em Cerise. - Ah, só para eu saber aqui, vocês duas estão juntas e eu pisei na bola vindo falar contigo? - apontou para Blair. - Ou estamos todas bem e eu posso continuar aproveitando da companhia das duas? - jogou sua dúvida no ar, escolhendo ser direta ao invés de tentar adivinhar o futuro daquela conversa em meio às informações incertas e ocultas.

Blair

Blair era uma figura curiosa. Se fosse analisar pelo porte e postura, certamente parecia uma mulher assustadora, ou no mínimo muito séria. Até poderia ser assustadora quando precisava, mas ser sóbria? No máximo no trabalho. Havia respondido a mulher de cabelos claros de maneira bastante divertida, e o sorriso da outra deixou claro que ela havia ficado satisfeita com a resposta:

- Primeira vez sim, na verdade me mudei há pouco tempo para Cerise, oportunidade de emprego apareceu e me pareceu uma proposta muito boa - brincou, mas a parte de oportunidade de emprego era bem real. Pelos documentos que havia visto na defensoria, aquela cidade só estava bonita na aparência mesmo e olhe lá.

Sentiu um toque em seu ombro e se virou um pouco surpresa, apenas para sorrir para figura menor que havia chegado: sua companheira de apartamento. Sentiu o contato e as palavras mais afetuosas da outra que já esperava, do tanto que a brasileira já havia contado dos seus costumes:

- Não perdeu não, Olívia, a querida aqui que foi uma fofa e me ofereceu uma garrafa. - apontou com a bebida para a outra, depois tornando a oferecer para a amiga, afinal quem havia chegado de viagem era ela, talvez estivesse precisando. - Fica tranquila!

Não conteve o riso quando ela perguntou se “estava interrompendo algo”. Pelo menos não estava tão enferrujada em entender as coisas e a outra estava realmente buscando alguma acompanhante para a noite. Apenas sorriu, bem mais casual que antes, para a mulher à sua frente:

- Estamos todas bem, Nat. Somos amigas e ela acabou de chegar aqui na cidade, então decidimos nos divertir um pouco. - colocou a mão na cintura da amiga e trouxe mais para si, bastante casual, e depois olhou para a menor esperando uma aprovação - Acho que não tem nenhum problema em mais uma pessoa nessa saída né? Alguém da cidade para falar quais bebidas são boas, além da cidade, é bem melhor.

Olivia

A brasileira estava acostumada aquele tipo de reação a sua natureza muito afetuosa, todos se tornavam potenciais parceiros por causa de um abraço e beijo no rosto, europeus tinham muito que aprender, além de tomar banho todos os dias. Aceitou a garrafa oferecida em sua direção e espiou o rótulo antes de tomar um breve gole, apenas pra molhar a garganta, e nem fez qualquer menção de evitar mais contato com a amiga, e dependesse de Olivia, estariam todas enroscadas como filhotes de gato, tomando uma e assistindo filmes:

-- Relaxe flor, se ela fosse minha namorada eu certamente a beijaria na boca, e não no rosto, bem, na verdade eu sou muito beijoqueira por vida, mas isso é história que podemos conversar ao longo da noite. -- Riu notoriamente fazendo piada, sem excluir a figura de Natália na conversa, a mulher era linda, elegante, só se fosse louca que negaria:

-- Olívia Ferreira Cavalcanti, acabei de chegar em Cerise, tipo, literalmente, cheguei deixei as malas no apartamento, peguei um uber e vim pra cá. -- tomou mais um gole da bebida furtada, antes de devolver a Blair e fazer sinal para pedir mais uma pra si: -- Podemos todas ficar aqui em pé no balcão, ou podemos buscar uma mesa e sentar, eu não me importo, tenho doutorado em barzinho. -- a mais baixa riu descontraída sem nenhum pudor de expor seu lado boêmio.

Natalia

Manteve o sorriso ensaiado no rosto de quem estava tentando entender primeiro a situação ali e não ser desagradável de propósito. Contudo, quando a mais alta e a mulher de grandes curvas explicaram a situação, sentiu que sua sorte havia retornado. Pensou até em comentar com a tal de Olivia que não se importaria com o fato dela ser beijoqueira se ganhasse um beijo também.

- Então estamos certas, Olivia. Posso te chamar de Olivia, não é? - olhou da menor para a morena mais alta, sorrindo-lhe amigável. - Vamos pra mesa, então! - voltou-se para o bar, apressando-se ao se debruçar no balcão, acenando para o responsável pelas bebidas, pedindo por mais garrafas da mesma cerveja.

Voltou para mais próximo das mulheres, equilibrando as novas garrafas contra o próprio busto, o vidro gelado incomodando um pouco sua pele abaixo do tecido, mas nada com que não pudesse lidar pela companhia de duas mulheres lindas e assertivas. Ainda conseguiu roubar o potinho com alguns aperitivos do bar, levando amendoins consigo para a tal mesinha mais na lateral do estabelecimento. Ainda não havia passado da madrugada no lugar, então não era impossível encontrar algum lugar para sentar.

- Olivia. Blair. - apontou para as duas, relembrando os nomes delas. - Sou Natalia, mas podem me chamar de Nat. - riu animada em poder encontrar boa companhia em uma saída noturna em Cerise. - Acabou de chegar na cidade, Olivia? Eu vim para cá faz alguns meses, também por conta do trabalho, mas parece que eu estou sempre de férias por aqui. - explicou, o que não era nenhuma mentira, pois na maioria do tempo quando não estava lidando com pessoas criminosas, parecia estar de fato de férias de uma rotina mais inquietante. - O que é que vocês fazem? Oh! Oh! Vamos tentar adivinhar! - bateu a palma da mão na mesa, estreitando o olhar para as duas. - Você… - apontou de novo para Blair. - … braços fortes, boa postura, você é professora de alguma arte marcial… ou yoga… e você… - apontou para Olivia, dando uma melhor observada na figura feminina. - … você é publicitária ou alguma profissão que trabalha muito com pessoas, certo? Consegui? - riu descontraída com a própria brincadeira antes de beber de sua própria garrafa de cerveja enquanto esperava alguma confirmação de suas suspeitas vinda das duas mulheres.

Blair

Blair não se conteve em não rir do comentário direto de Olívia. Apenas deu de ombros sobre receber um beijo da menor, não tinha muito interesse nesse tipo de contato, mas também não iria negar uma demonstração de afeto de uma pessoa tão querida como a amiga.

Melhor ainda foi ver a expressão confusa de Natalia se desfazer quando ela finalmente compreendeu a situação por geral. Apenas sorriu, de volta para a mulher de cabelos platinados, e aceitava a garrafa que Olivia devolvia, tomando um breve gole:

- A senhorita guie o caminho! - gesticulou para frente com a mão que segurava a garrafa, oferecendo para a melhor segurar o seu braço para seguirem o caminho oferecido por Natalia. Fez menção de ajudá-la a carregar as coisas, mas estava tudo tão bem empilhado sobre o busto, que sinceramente se acabasse tentando ajudar causaria um acidente. Teria pena do coração das pessoas ao redor.

Não demorou para encontrarem um local para sentarem, ficando muito bem confortável com as pernas cruzadas, e percebeu como Nat já cortou todas as formalidades. Sorriu de volta pra mulher de fios claros, animada com o rumo da conversa:

- Como quiser! Acho melhor assim mesmo, ninguém aqui está pra trabalho, então as formalidades podem ficar bem quietas em outro canto - brincou, segurando a garrafa e tomando outro gole da bebida gelada. Realmente estava precisando de uma noite de descanso assim. Riu quando ela ofereceu uma pequena brincadeira sobre tentar adivinhar o que faziam, a tentativa sobre si não foi diferente do que costumava ouvir. Brincou e fez um sonoro "beep", que nem em reality shows quando os participantes erram a pergunta.

- Resposta eeerrada Nat. Mas foi uma boa tentativa. - riu entre dentes, então apontando para si com o polegar - Eu até sei arte marcial, mas meu trabalho mesmo é como advogada. Estou na defensoria pública. E ai, senhorita publicitária, é isso o que você faz da vida? - brincou, com um tom falso debochado. A própria síria havia se enganado quando conheceu Olivia, era engraçado ver outros cometendo o mesmo erro. Deu espaço para que ela respondesse Natalia, e então fez sua própria proposta - Ah, se eu fosse advinhar o que você faz eu diria... Hmn... Resolvida assim, bom gosto para pessoas, roupas hmn... - brincou, então tendo um pequeno estalo - Ah! Fotógrafa, talvez?

Tomou mais um gole da bebida, trocando para pegar algum dos petiscos que Nat havia trazido. Longe da morena, querer ficar bêbada antes da hora.

Olivia

Era engraçado como a mais alta tinha entendido tudo torto, mas também não tinha deixado muita margem pra outras interpretações que não aquela. Concordou com um aceno de cabeça sobre ser chamada pelo primeiro nome, afinal sempre tinha achado estranho aquele costume de chamar pelo sobrenome vindo dos europeus. Seguiu para a mesa indicada pela mais alta e se acomodou confortavelmente na mesa.

Beliscou dos petiscos e logo seguiu para a bebida bem em tempo e ouvir a proposta de brincadeira de adivinhação, observou as apostas de cada uma riu das proposições, e quando Blair lhe deu a palavra: -- será? -- brincou, tomando mais um gole, e depois deu uma longa olhada para a loira mais alta, por alguns longos segundos, pra buscar as informações que precisava: -- Bem Nat, você não gosta de contato físico, suas unhas são curtas e bem cuidadas, mas você usa um esmalte neutro e transparente o que indica que você presa muito por limpeza, o fato de você não usar anéis ou pulseiras mostra que ou você usa muito suas mãos, ou que realmente objetos aí lhe atrapalhariam no seu trabalho. -- Tomou mais um gole de cerveja e arrumou os óculos de grau: -- Você tem uma boa camada de maquiagem que quer dizer, que seu trabalho lhe cansa a ponto de tirar o sono, ou fazer você passar longas jornadas acordada, chutaria que você é da área de saúde e faz plantões, mas pela sua postura altiva e de comando, deve ser médica de algum setor de especialidade, e você deve ser muito boa pra ter tanta confiança.

A brasileira riu buscando mais um petisco para degustar, e apreciando feliz, até se lembrar que deveria dizer qual era sua profissão: -- Eu sou psiquiatra infantil, vou clínica como psicóloga do internato feminino da cidade, mas tenho contrato com uma clínica local também. Tou terminando Mestrado na área de cuidado de crianças portadoras de deficiência cognitiva.

Natalia

Arregalou os olhos claros, surpresa com a resposta de Blair ao descobrir que ela era uma advogada. Riu quando Blair disse que poderia ser fotógrafa, observando melhor a tal advogada de braços muito bonitos.

- Olha, eu vou dizer viu, só se eu for fotógrafa de mandar nudes, porque de resto, eu não tenho muitos cenários bonitos para fotografar não. - explicou, voltando-se para Olívia logo em seguida, ouvindo enquanto a mulher mais volumosa e baixa tentava adivinhar sua profissão. Contudo, ficou realmente surpresa com a capacidade de dedução da mulher a ponto de sorrir nervoso, esperando que ela não fosse nenhuma matadora de aluguel enviada ali, que já lhe conhecia de perfil, para lhe apagar, nem que fosse nenhuma policial para lhe prender. Tudo fazia sentido, até o fato dela já ter lhe trazido a advogada para sua promotoria.

Só conseguiu respirar mais aliviada quando a mulher revelou que era uma psiquiatra infantil. Abriu mais o sorriso e começou a rir, considerando as piadas que poderia fazer com a altura da figura divertida e o fato dela trabalhar com crianças. Porém, ficou ainda mais chocada com o fato dela trabalhar para Limoges.

- Ah, eu conheço a diretora! Sou amiga dela! - avisou, animada com a coincidência conveniente. - Você vai gostar muito de trabalhar lá, então, as professoras são bem bonitas também, conheço algumas, muito bem simpáticas. - fez uma pequena pausa, considerando a área de estudo da mulher. - Ah, eu julgo muito interessante a área de psicologia cognitiva, afinal de contas, você acertou, sou médica. Neurologista para ser mais específica. Em qual clínica vai trabalhar? Talvez a gente possa sair para almoçar no horário de intervalo. - explicou, animada com a ideia de poder sair com mulheres inteligentes e bonitas como as duas.