09-01-2021, 03:06 PM
Mathew
Levou a mão livre até a própria cabeça, tocando a testa e segurando a armação dos óculos, ouvindo as palavras do namorado sobre os motivos de Aleksei para ter “interesse” em sua pessoa. Sentia-se culpado ali, pois suas escolhas ruins haviam alimentado aquela insegurança do namorado, mas isso não queria dizer que acreditava que o amigo tivesse segundas intenções ali. E mesmo que algum dia isso chegasse a ocorrer, não poderia correspondê-lo pelos motivos óbvios.
Ouviu a reclamação do inglês sobre não ser uma criança e o observou beber um pouco mais. Estava começando a ficar mais preocupado com aquele cenário, ainda mais quando Aleksei não respondeu diretamente a Benjamin sobre suas intenções.
- Benjamin… - tentou chamar pelo namorado, segurá-lo pela mão e impedi-lo de sair dali, mas ele já havia ido embora. Franziu o cenho, sem compreender as ações do grego antes de se voltar para o mesmo, inquieto. - Por que não disse a ele que somos apenas amigos, Aleksei? E não peça mais vinho, ele já bebeu demais!
Pegou o guardanapo antes de se levantar, deixando a mochila ainda onde estava para poder ainda observar o grego, afastando-se para logo em seguida voltar para a mesa e avisar:
- Eu vou ver se está tudo bem com ele. Espere um pouco, está bem? Eu volto logo. - pediu, afastando-se rapidamente para perguntar ao garçom sobre o banheiro. Não fazia sentido deixar Benjamin sozinho e embriagado, ainda mais considerando que ele estava irritado com toda aquela situação que o havia convencido a encarar depois de tantas conversas com a irmã dele.
Procurou pelo inglês, preocupado que talvez ele pudesse não estar muito bem devido à bebida com álcool ingerida. Talvez fosse uma boa ideia apenas pedir a conta e tentar marcar outro encontro com seu amigo em outro dia, talvez quando estivessem acompanhados de Dieter.
- Benjamin? - chamou pelo namorado, procurando-o no outro cômodo do estabelecimento.
Benjamin
Aleksei apenas fez um aceno em desaprovação com a cabeça com a preocupação exagerada de Mathew e voltou-se para o prato principal finalmente.
- Mathew, pare de tratar seu namorado como se fosse criança. - retrucou com o enfermeiro, mas apenas concordou com um aceno de cabeça quando ele disse que ia buscar pelo inglês.
Riu com a diversão momentânea, voltando para a sua refeição enquanto tinha alguns instantes de paz e imaginou que os dois provavelmente teriam uma discussão acalorada no banheiro, o que lhe daria tempo de comer. Mas não foi o que aconteceu quando avistou Benjamin retornando para a mesa com uma expressão um pouco confusa. Pelo visto, ao menos, ele tinha lavado o rosto. Benjamin se sentou no lugar de novo, só então parecendo perceber que estavam sozinhos.
- Onde está o Mat?
- Ele foi ao banheiro, procurar por você. - Aleksei respondeu prontamente.
Benjamin apenas franziu o cenho, encarando Aleksei como se não acreditasse numa palavra do que ele tinha dito. E tinha acabado de voltar do banheiro também... embora fosse bem diferente do que estava acostumado em banheiros masculinos.
- Vocês não combinaram mais nada enquanto eu estava fora? Ou comentaram alguma coisa a mais sem mim? - o comentário era realmente infantil àquela altura, e quando ele estendeu a mão para pegar a taça de vinho, foi Aleksei que a tirou do caminho. Não reclamou como tinha feito com Mathew, apenas encarando o psiquiatra de modo descrente.
- Pare de agir como uma adolescente virgem, Sr. Vaughn. - Aleksei retornou a um tom mais composto do que aquele que usava sempre brincando com os outros para se divertir. Colocou a taça de água ao alcance de Benjamin daquela vez. - Eu não estou interessado no Mathew e se eu estivesse, seria muito fácil consegui-lo com essa sua atitude infantil.
- Do que est-
- Deveria dar um pouco mais de valor ao que tem, Benjamin. - Aleksei suavizou um pouco o tom com o inglês. - O Mathew realmente gosta de você, e ele não estava mentindo quando disse que toda vez que conversamos, é porque ele está falando de você e de todas as inseguranças que tem. Eu sei que dei motivos para acreditar que havia alguma coisa aqui, mas... sem querer ofender, o seu namorado passa muito longe de ser capaz de me satisfazer. - sorriu um tanto convencido, notando a expressão de Benjamin passar facilmente de uma irritada para incomodada. - Eu estava só me divertindo e, confesso, testando até onde o relacionamento de vocês pode ir. Você pode não ter experiências com esse tipo de relacionamento, mas bem deveria estar disposto a testar. Acredite, é difícil encontrar um parceiro duradouro em casos como o nosso, ainda mais um tão dedicado assim.
Fez um aceno na direção do salão quando Mathew finalmente decidiu voltar depois de não achar o namorado. Benjamin apenas encarou o enfermeiro a distância, voltando a atenção para Aleksei logo a sua frente.
- Ainda não gosto de você. - o inglês respondeu, a sinceridade reforçada pelo efeito do álcool, dessa vez com um tom bem mais condescendente.
- Beba a água, Benjamin. Assim vai poder aproveitar a reconciliação quando chegar em casa. - Aleksei respondeu, bem em tempo de Mathew chegar e não poder ouvir nada de sua conversa anterior.
Mathew
Continuou procurando pelo namorado no banheiro, começando a ficar cada vez mais preocupado sobre onde ele estaria se não estava ali no banheiro. Chegou a ter de pedir desculpas a um dos homens no banheiro por não perceber que a porta dele estava apenas encostada no cubículo do vaso sanitário. Suou nervoso e saiu após lavar as mãos, ajustando os óculos no lugar para tentar retornar a procurar pelo inglês. Acenou para o garçom para lhe perguntar se ele havia visto o homem que lhe acompanhava assim que havia chegado ali. O sujeito estava pronto para lhe ajudar quando notou o aceno de Aleksei e arrumou os óculos de novo, surpreso ao reconhecer o inglês já sentado à mesa.
Aproximou-se a passos rápidos da mesa para poder se sentar ao lado de Benjamin, estendendo a mão para poder lhe tocar o ombro, notando que ele havia voltado para beber água.
- Fui procurar você. Está tudo bem, Benjamin? Você sumiu. - perguntou, mais preocupado que irritado com o desencontro entre ambos. - Pelo menos está bebendo água. - sorriu, ainda imaginando que ele estaria chateado com aquele encontro.
Voltou então sua atenção para Aleksei que havia sido deixado sozinho ali na mesa para que fosse atrás do namorado. Ainda que não gostasse que ele não fosse direto sobre não terem nada além de uma amizade ali, não queria que a experiência do almoço fosse desagradável para o homem.
- Desculpe ter que te deixar sozinho antes, mas ainda bem que o Benjamin voltou. - sorriu, animado, afastando a mão do ombro do namorado para poder voltar sua atenção para o cardápio, pensativo. - Vão pedir alguma sobremesa? - perguntou, tentando desviar do assunto anterior que havia provocado todo aquele clima desagradável. Não se importava com as negações desaprovadoras de Aleksei, ele mesmo já havia lhe colocado em algumas situações desconfortáveis. Por outro lado, talvez ele fosse a pessoa com quem se sentisse mais confortável para conversar em particular sobre seu relacionamento com o namorado. Não que Dieter também não fosse um bom amigo, mas era diferente de certo modo.
Benjamin
Benjamin precisou se conformar em beber água, não por conta do que Aleksei tinha apontado, mas porque sabia que já estava ficando alterado demais. E de fato, era constrangedor que um homem de quem nem gostava estivesse lhe tratando como uma criança... e com razão. Não gostava dele antes por conta do que achava de ameaça para Mathew, não gostava agora por conta da frustração causada pelas palavras óbvias sobre seu comportamento ciumento e inseguro.
Aleksei voltou a se servir do seu prato principal quando Mathew já tinha voltado e o silêncio foi facilmente deixado de lado pelo enfermeiro. Benjamin apenas concordou com um aceno positivo quando foi questionado sobre o estado pelo enfermeiro e continuou a refeição tão mais quieto do que antes.
- Não se preocupe, tivemos uma conversa interessante, não foi, Benjamin? - Aleksei falou, voltando-se para o inglês que apenas sentiu o rosto corar de constrangimento da situação anterior. A última coisa que precisava era que Mathew descobrisse que tinha levado um sermão do psiquiatra.
Mas os dois mal tinham chegado à metade do prato principal, teve que conter a vontade de rir quando Mathew perguntou pela sobremesa.
- Você não devia estar preocupado com sua saúde, Mathew? - Aleksei indagou, olhando então descaradamente para Benjamin. - Se eu fosse você, eu tomaria cuidado para não perder o namorado em boa forma.
Voltou a comer, debaixo do olhar bem descrente de Benjamin para aquela cantada desnecessária.
- Eu não quero sobremesa, estou satisfeito. - Benjamin adicionou, deixando um pouco ainda do seu prato principal de lado e voltando a se servir de água.
Mathew
Ficou mais tranquilo quando Benjamin concordou informando que estava bem. Notou como Aleksei parecia ainda provocar seu namorado com o corar do inglês ao comentário do doutor. Mathew, ao ouvir as palavras de Aleksei sobre sua saúde, baixou o cardápio, pensando que ainda estava com fome, mas que talvez devesse deixar a sobremesa de lado se queria perder alguns quilos e conseguir uma boa forma.
- Benjamin sabe que estou tentando cuidar da minha saúde. Só que é difícil fazer isso. Às vezes eu me distraio por conta dos estudos ou do trabalho. - comentou, não levando a mal o comentário sobre perder Benjamin. - Ele é que não come tanto assim.
Estendeu a mão sobre a do namorado, sorrindo-lhe amistoso como de costume. Aquele tipo de demonstração de afeto em público era uma das coisas com a qual estava se acostumando a lidar desde o incidente com toda sua falta de empatia que quase levou aquele relacionamento ao término definitivo.
Apesar de já ter desistido da sobremesa, ainda passou algum tempo comentando com o psiquiatra sobre as situações do trabalho mais recentes, desde aventuras com cenários de alunos em grupos na enfermaria devido a surtos de dor de cabeça pré-provas até quase acabar se trancando no próprio local de trabalho após sair em um dos dias, distraído pelo próprio trabalho. Sempre tinha muito o que contar e sempre era muita coisa sobre o trabalho. Tinha desejo de poder passar mais tempo com o namorado, mas se sentia com sorte de ao menos poder trabalhar no mesmo ambiente que ele.
O rumo da conversa não se prolongou demais até que pedisse a conta, aparentando ainda estar pensativo sobre algo. Se havia conhecido Benjamin no trabalho e se podiam estar mais próximos por causa daquilo, o que aconteceria se fosse aprovado em alguma cadeira de medicina em uma nova instituição?
- Vamos para casa? - perguntou ao namorado antes de tomar qualquer decisão, guardando o próprio cartão após pagar pelo almoço. Talvez ele desejasse ir para outro lugar e como havia bebido, não sabia se de fato a água já teria feito efeito de minimizar a embriaguez.
Aleksei
Benjamin não fez mais do que ignorar o comentário do psiquiatra, distraindo-se com a água já que não pediria mais nada para comer. Aleksei foi o último a terminar o prato principal, especialmente pela quantidade de perguntas que Mathew lhe fazia agora que estava sem nada para ocupar a boca. Era engraçado como Mathew começava lhe perguntando alguma coisa, mas depois desatava a falar de si mesmo e de Benjamin, em algumas situações o inglês inclusive parecia ficar ainda mais constrangido e voltou a tomar alguns goles de vinho alternados com a água. Foi mais de uma vez ao banheiro também, mas os assuntos ficaram resumidos ao trabalho em geral.
Depois de um longo relato da semana em que mais uma vez sabia de uma série de informações sobre Mathew, o trabalho, o namorado e a família, pediram a conta para encerrar o tal almoço conturbado. Ao menos daquela vez o enfermeiro fez a coisa certa em chamar o namorado para irem embora primeiro.
- Sim, vamos. - Benjamin concordou, levantando-se primeiro para conferir que ainda estava bem sóbrio a despeito da quantidade de vinho que tinha bebido de uma só vez. - Foi um... prazer, Aleksei.
Aleksei se levantou para devolver o aperto de mão do inglês, sorrindo um tanto descarado ao encarar Benjamin diretamente nos olhos.
- Me conte depois o quanto aproveitou da minha sugestão. - Aleksei comentou diretamente com Benjamin, que ainda demorou alguns instantes a processar que ele estava falando de "aproveitar a reconciliação" quando chegasse em casa.
- Até St. Clavier. - Benjamin apenas terminou de se despedir, para seguir primeiro até a saída do restaurante.
- Até St. Clavier também, Mathew. - Aleksei se despediu do enfermeiro, deixando que eles seguissem adiante para sair do restaurante e pedir um táxi enquanto ainda terminava a última taça de vinho.
Mathew
Despediu-se animado do psiquiatra, contente por ele também ter aceitado participar daquele encontro para um almoço, mesmo ciente das circunstâncias. Acenou com a mão, deixando que ele continuasse a apreciar do vinho enquanto se preocupava com o retorno para casa. E eles também haviam se despedido educadamente. Estava um pouco apreensivo quanto ao estado de seu namorado, então resolveu avisar pediria um táxi para voltarem para casa. Não perguntou novamente se Benjamin estava bem, pois imaginava que ele ainda estivesse chateado pelo encontro ao qual o tinha convidado.
Assim que o transporte chegou, o que não demorou muito, esperou até que o inglês se acomodasse para dar instruções ao motorista de onde precisavam ir. Não estava tão habituado a andar de táxi, mas era o veículo mais agradável para alguém que havia bebido não sendo tão tolerante para bebida como era Benjamin.
- Obrigado, Benjamin, por ter aceitado ir ao almoço hoje. - agradeceu ainda no táxi, voltando sua atenção para o namorado, sorrindo-lhe de fato satisfeito por ele ao menos ter tentado participar daquele almoço que sabia ter sido algo desconfortável para ele. Não imaginava que o inglês se tornasse amigo ou amigo íntimo de Aleksei, mas ao menos era bom o bastante saber que poderiam ter uma conversa juntos. Ao menos esperava que sem o vinho da próxima vez.
Estendeu a mão novamente sobre a do outro naquele gesto público que pouco a pouco se acostumara a realizar. Lembrava de como Benjamin havia lhe falado sobre não ser gay de fato, mas que só havia se aproximado dele por estar carente emocionalmente. Ainda pensava sobre aquelas palavras quando estava distraído no trabalho, mas nunca trazia o assunto a tona novamente por imaginar o quão difícil era para o inglês, que havia passado por tantos relacionamentos superficiais, ter de lidar com ele.
- Ainda vai trabalhar hoje? Quero dizer, cuidar dos assuntos das suas aulas. Talvez eu precise de ajuda com as minhas redações. Interessado? - perguntou ao namorado pouco antes de chegarem e pagar a corrida do táxi. Perguntou se ele estava interessado, pois bem sabia que Benjamin estava acostumado com a rotina de correção de textos, mas não fazia ideia se ele de fato estaria disposto após o almoço e todo aquele vinho.
Benjamin
O caminho de volta para casa pareceu mais longo, só porque havia uma série de coisas novas na cabeça de Benjamin depois daquela conversa estranha. Só acenou com a cabeça para concordar quando ele lhe agradeceu por ter ido ao almoço. Estava um tanto sonolento por conta do vinho, mas ao menos tinha parado de falar tanto. Devia agradecer à quantidade de água que tinha bebido exatamente por culpa de Aleksei, o que lhe deixava ainda mais frustrado. Suspirou pesadamente, ouvindo o pedido de Mathew sobre as redações. Só notou a mão dele sobre a sua quando ele lhe chamou atenção e começava a perceber como os toques dele estavam mais assertivos em público.
- Não, não vou trabalhar. Mas eu preciso de um banho, e descansar um pouco, acho que bebi um pouco além da conta. - admitiu, com um ar ainda pensativo. - Podemos ver suas redações mais tarde? - sugeriu, quando finalmente chegaram em casa, esperando apenas que Mathew pagasse a corrida para saírem do táxi.
Desceu e foi até a entrada da casa, passando primeiro para deixar a carteira e o celular sobre a mesa de canto, assim como a chave. Deixou que Mathew fechasse a porta enquanto seguia direto para o primeiro andar, até o próprio quarto, para ir ao banheiro tomar um banho demorado e relaxante, estava precisando de água fria para se recuperar e alinhar os pensamentos.
Mathew
Assim que chegaram em casa, notou como Benjamin parecia de fato mais exausto pelo almoço e provavelmente pela bebida, mas não se incomodou com a resposta dele sobre deixar para olhar suas redações depois. Concordou que ele fosse primeiro tomar um banho e, enquanto Benjamin se recuperava, cuidou de preparar a cama para o descanso dele, assim como uma bebida quente para que ele tomasse para evitar a ressaca depois.
Respirou fundo antes de ir para o banheiro do corredor, tomar um banho e escovar os dentes, algo rápido apenas para se sentir limpo em casa. Vestiu a cueca, uma bermuda de tecido de algodão e uma camisa branca branca com o símbolo do aquário de sua cidade Natal. Tinha uma coleção daquelas peças com estampas que lhe lembravam sua casa.
Porém, antes de voltar às suas atividades, foi até o quarto, dirigindo-se ao banheiro para procurar por Benjamin. Ele sempre ficava sonolento quando bebia, ou às vezes alterado e perdia a noção da identidade das pessoas ao seu redor. Buscava chamá-lo para que tomasse logo a bebida e fosse descansar.
- Benjamin? - chamou, batendo na porta de maneira mais educada, ajustando os óculos no rosto para buscar pela imagem do namorado.
Benjamin
Benjamin demorou mais do que pretendia no banho, mas só porque não estava com uma noção de tempo muito boa. Ficou debaixo do chuveiro por alguns longos minutos, tanto que só saiu do seu estado de torpor quando ouviu as batidas na porta e o chamado de Mathew. Piscou algumas vezes, como se quisesse despertar do sono e dos pensamentos que ficaram um pouco mais dormentes.
- Estou saindo. - respondeu ao chamado de Mathew só para que ele não começasse a pensar que tinha se acidentado, embora a porta estivesse destrancada e o enfermeiro pudesse entrar quando bem entendesse.
Pegou uma toalha para colocar em volta da cintura e tirou o excesso de água do corpo e dos cabelos, para sair finalmente do banheiro e encontrar Mathew à porta com aquela mesma expressão preocupada de sempre. Observou a cama arrumada e a bebida no criado mudo ao lado do móvel, seguindo primeiro até o guarda-roupa para pegar uma cueca e uma calça de malha, dispensando a camisa daquela vez para sentar-se à cama.
- Eu não estou bêbado, Mat, se está preocupado com isso. - ele respondeu, tomando um gole da bebida quente que aliviava ainda mais a sensação de leve tontura pelo álcool. Acomodou-se melhor na cama, deixando a caneca de lado de novo. - Você ainda vai trabalhar?
Mathew
De fato, ficou aliviado quando o namorado saiu do banho. Ele parecia normal, exceto pelos movimentos um pouco mais lentos, mas imaginava que era por conta da bebida que ele havia ingerido. Acompanhou-o com o olhar enquanto ele se trocava e ofereceu ajuda para pegar a toalha dele e cuidar para que fosse estendida no banheiro para secar depois. Aquela rotina da vida doméstica era bem confortável e familiar para ele, enquanto imaginava que Benjamin não deveria estar habituado aquele tipo de convívio.
- Eu sei que não. - comentou em resposta, estendendo a mão para o rosto do namorado, segurando-o pelo queixo com o polegar movendo em um breve carinho na face do inglês. - Mas precisa descansar também. - sorriu, encarando o parceiro antes de observá-lo sem camisa e, ocasionalmente se recordar das palavras do psiquiatra sobre sua própria saúde, como precisava vigiar o que comia e como cuidava de si mesmo. - Ainda tenho coisas para estudar, nada mais do trabalho por hoje. Quer que eu fique com você?
Ofereceu, sentando-se ao lado do loiro na cama, afastando as cobertas para que ele pudesse se acomodar melhor. Sabia que Benjamin naquele estado ficava sempre muito sensível, detalhe que também fazia lhe recordar como se arrependera por deixá-lo voltar sozinho para St. Clavier depois da primeira vez que o vira embriagado.
- Desculpe ter envolvido sua irmã nisso tudo. - pediu, apenas aproveitando já que agora estava sozinho com o outro. Estendeu a mão para os cabelos dele, notando como ainda estavam úmidos. - Ainda está chateado comigo pelo encontro? - perguntou com um meio sorriso no rosto, esperando uma resposta positiva. Apesar da educação de ambos, ainda conseguia enxergar que Benjamin não gostava de seu amigo psiquiatra.
Benjamin
Não respondeu tão prontamente se queria ou não que Mathew continuasse ali, mas se deitou quando ele afastou as cobertas. Até queria a companhia do loiro e sabia que ele também tinha que estudar, o que acabou lhe trazendo um pouco mais da conversa do almoço de volta à sua cabeça. A reação automática foi rodar os olhos quando ele pediu desculpas por meter Mary Ann naquela armação, mas só suspirou longamente, aceitando a carícia breve nos cabelos ainda molhados.
- Claro que estou, com os dois. - retrucou, com um franzir de cenho irritado. Mas amenizou a expressão logo em seguida. - Mas foi melhor do que eu esperava. Eu ainda não gosto desse seu amigo... mas estou bem convencido de que é só o que são. E eu vou querer saber o que andou falando sobre mim para ele, Mathew.
Sabia que era sempre a pessoa mais insensata daquele relacionamento com relação a ciúmes. Enquanto Mathew, por outro lado, parecia bem desligado de como podia lhe causar desconforto naquele âmbito. Estava curioso para saber o quanto os dois tinham de assunto sobre o seu relacionamento, mas deixou o pensamento de lado por um instante.
- Quando é o seu teste para a faculdade de medicina, Mat? - perguntou finalmente algo que estava ainda martelando a sua cabeça desde antes no almoço.
Mathew
Sorriu um tanto sem graça diante da resposta do outro sobre ele e Mary Ann, mas deixou que ele continuasse, lhe revelando que ainda não gostava de Aleksei. Não havia como forçar um gostar ali. Também não simpatizava com Hinomura, mas conseguia aceitar a proximidade dele com seu namorado devido ao relacionamento com Stephen pela amizade. Acabou rindo e ficando um tanto corado ao ouvir a declaração do outro sobre saber o que andava falando dele para o psiquiatra. Talvez aquele não fosse um assunto mais adequado para uma conversa, pois bem se recordava das tantas vezes em que havia sido pego no trabalho pesquisando conteúdo impróprio no próprio computador.
- Ah… a prova? Hm. No próximo semestre. Já separei os documentos para enviar. Não precisa se preocupar com isso. - respondeu ao inglês, baixando o olhar, sentado. - Já andei pesquisando algumas coisas também sobre alojamentos no campus e outras opções de moradia mais próximas. Talvez eu consiga a bolsa de pesquisa ao entrar, mas vai depender muito da minha avaliação. Posso ir passar alguns dias por lá durante as aulas e voltar no final de semana para casa.
Ergueu a mão para o próprio cabelo, coçando a nuca pensativo sobre aquele assunto. Sabia que Benjamin possuía uma formação bem completa e por isso lecionava em St. Clavier. Já havia sido um milagre conseguir trabalhar ali sendo apenas um enfermeiro do Canadá, mas na loucura de sua vida, estava contente de ter tido ali a oportunidade de encontrá-lo.
- Não precisa vir comigo para Paris se não quiser, Benjamin. Eu sei que se importa com seu trabalho também. Muitos alunos também iriam sentir sua falta se fosse. E não é como se fosse demorar tanto assim, é só o curso de medicina e a residência. Com o tempo, acho que posso me acostumar a rotina. - a verdade era que não sabia se aquilo de fato era uma boa ideia. Já havia sido difícil deixar sua família para trás no Canadá. E não queria se distanciar do namorado em meio aquela nova experiência. Por outro lado, também não queria forçá-lo a lhe seguir, sendo que o inglês já possuía uma carreira promissora.
Benjamin
Mathew não iria simplesmente adivinhar o que tinha em mente se não falasse, era óbvio, menos ainda como ele costumava ser denso naquelas situações de sentimentos e relacionamentos. Encarou-o de baixo, já bem deitado no seu lado da cama enquanto ele começava a ponderar sobre como já tinha pesquisado o local e alojamento, cada vez mais incomodado com o rumo dos próprios pensamentos que levavam a morar em Paris longe de Benjamin.
Benjamin queria a oportunidade da conversa para falar algo mais ao enfermeiro, mas ele desatou a criar possibilidades e alternativas para viver em Paris sem a sua companhia. Ainda imaginava, lá no fundo, que ele só não lhe queria por perto. Mas sabia que Mathew era sincero demais para aquilo e considerava muito a sua situação, então teve que se resignar ao lado racional dos pensamentos de que Mathew só não queria lhe incomodar com a possibilidade. Além do mais, já tinha dado tantos sinais de que não se sentia confortável num relacionamento tão sério, que o outro tendia a ser bem cauteloso.
- Não vai demorar tanto? Seis anos de estudo e dois de residência. Isso é pouco tempo pra você, Mat? - perguntou, deitando-se de lado na cama, apoiando o rosto na mão e o cotovelo no colchão para encará-lo melhor. - Já imaginou o que pode acontecer em oito anos de um relacionamento à distância? As coisas podem mudar, Mat... e você vai conhecer muita gente nova no seu curso, gente que entende das mesmas coisas que você.
A sugestão era bem inclinada para o fato de que provavelmente, aquilo não daria certo. Ainda deixou que Mathew considerasse aquilo por um instante, mas logo depois voltou à postura deitado de tronco para cima, encarando-o um pouco de lado.
- Eu até tinha pensado em ir pra Paris, fazer o meu doutorado... mas já que você pesquisou tanto sobre os alojamentos e a rotina... eu não vou atrapalhar o seu planejamento. - respondeu, com um ar um tanto travesso.
Certamente aquelas palavras eram mais da influência do álcool, mas no fundo, sabia que queria se agarrar àquele relacionamento com Mathew... sabia que era difícil encontrar alguém tão dedicado como ele, infelizmente, era exatamente como o psiquiatra tinha dito e aquilo lhe frustrava.
Mathew
Desviou o olhar quando o namorado se virou para lhe observar naquela pose crítica. Pressionou os lábios com o questionamento retórico dele sobre seis anos de curso e a residência não ser “pouco tempo” como estava colocando. Sabia que não era, mas esperava que passasse rápido pra voltar para casa. Pressionou os próprios dedos quando ele mencionou sobre as coisas serem passíveis de mudança.
Era complicado de fato imaginar aquele relacionamento a distância, ainda mais pensando em como o namorado conseguia criar aquelas situações sobre as pessoas que poderia conhecer com assuntos em comum aos seus. Era natural que conhecesse pessoas com objetivos semelhantes, mas aquilo não queria dizer que tinha planos para encontrar nenhum outro namorado que fosse substituir o inglês. Não esperava se sentir da mesma forma com alguém como se sentia com Benjamin.
Apesar dos pensamentos acerca do tempo, acabou sendo pego de surpresa pelo comentário do outro sobre o mesmo ter pensado em segui-lo, indo para Paris, fazer o próprio doutorado. Aproximou-se de sobressalto do namorado, apoiando a mão com a lateral da cama, ao lado de onde ele estava deitado, observou-o de cima, empolgado e atrapalhado ao mesmo tempo.
- Você também quer ir para Paris?! Ah…! - ajustou os óculos que quase caíam sobre o inglês antes de se deitar ao lado dele, se bruços. - E-Eu não queria que parasse sua carreira por minha causa, Benjamin! Mas… seria ótimo… seria maravilhoso se fosse também para Paris! - sorriu, entusiasmado só com a possibilidade dele de fato estar próximo enquanto enfrentava a universidade. Foi difícil se ver longe de sua família todo aquele tempo e agora que tinha o inglês, não desejava se separar dele ao mesmo tempo que não queria atrapalhá-lo. - Você… tem certeza sobre fazer o doutorado em Paris? Isso não vai te atrapalhar? - perguntou, um tanto mais calmo, tentando ser sensato apesar de sua vontade de seguir adiante e levar o namorado consigo.
Benjamin
A sua resposta despretensiosa foi suficiente para deixar Mathew completamente exasperado. Teve que conter a vontade de rir da reação que causava nele, especialmente porque estava começando a se acostumar com aquelas pequenas reações e grandes expectativas que o enfermeiro tinha do relacionamento dos dois. Era um sentimento bom, no fim das contas, mesmo que seu almoço não tivesse sido o mais feliz com a presença do psicólogo.
Talvez realmente valesse a pena investir naquele relacionamento como, infelizmente, Aleksei tinha ressaltado. Podia estar constantemente inseguro com a situação, mas era sempre bom ter Mathew tão empolgado com as menores coisas. Moveu-se na cama apenas porque ele fez pressão no colchão e logo estava sobre si, ajustando-se então ao seu lado de bruços falando com a empolgação de uma criança.
- St. Clavier é um bom lugar para se trabalhar, mas não é exatamente uma carreira duradoura, Mat. Eu não tenho para onde crescer lá dentro, e afinal de contas, ainda não tirei o meu doutorado. - respondeu, com a sinceridade que estava começando a desacostumar a usar. - Eu acho que ir para Paris vai fazer mais bem a minha carreira do que mal.
Apoiou o cotovelo na cama para ter mais suporte e empurrar Mathew pelo ombro até que ele estivesse deitado na cama. Virou e se colocou por cima dele, deitando-se sobre o namorado com os braços apoiados no peito alheio, encarando-o de cima daquela vez.
- A não ser que você encontre outra pessoa que queira levar pra Paris, aí eu vou ter que procurar outro lugar pra fazer o meu doutorado, bem longe de você. Eu ainda não fui para Moscou, pode ser uma boa mudança de ares. - sugeriu, com o mesmo ar travesso de antes, mas com um sorriso mais calmo no rosto daquela vez.
Mathew
Não podia esconder o sorriso no rosto com a ideia de poder ir para Paris com o namorado. Chegou até a imaginar que ele poderia fazer doutorado na mesma universidade em que cursasse medicina. Seria maravilhoso poder ir para a universidade e esperar ele sair das aulas para irem juntos para casa. Estava tão preso imaginando aquela fantasia que sequer percebeu quando Benjamin lhe empurrou para ficar por cima. Apesar do vinho, ele parecia bem ativo ainda, então o encarou de volta, satisfeito pelo bem estar do outro.
- Não sabia que gostava tanto assim de frio. Moscou? Sério? - acabou rindo da ameaça do namorado, sem sequer se incomodar com o peso dele sobre o seu. Tinha que admitir que em meio a todas as confusões que ocorreram nos últimos meses, sentia falta daquele tipo de proximidade. Estendeu as mãos para a cintura de Benjamin, afagando-lhe a curva antes de subir uma das mãos para as costas dele, carinhoso como de costume. - Por que acha que eu deixaria você por outra pessoa, Benjamin? Não há como existir um inglês que me deixe mais maluco que você.
Manteve o sorriso, forçando o tronco ao se inclinar, beijando o namorado suavemente nos lábios em um selinho. Suspirou ao voltar a apoiar a cabeça no travesseiro, ainda entretido em observar o inglês em seus braços. Ainda se recordava que ele havia bebido vinho e que poderia estar daquele jeito pela bebida, mas estava contente pela sinceridade dele não lhe machucar naquele momento. Às vezes, Benjamin podia lhe fazer perceber o quão idiota podia ser em relação a sua própria percepção das pessoas.
- E eu não conseguiria me formar… - falou mais baixo, erguendo um dos braços para apoiar abaixo da própria cabeça, usando a mão livre para bagunçar os cabelos do inglês, tentando deixá-lo menos atraente aos seus olhos, sem muito sucesso. - … eu continuaria sentindo sua falta longe daqui. - admitiu, pensando em como a ideia daquilo acontecer lhe assustava mais do que quando deixara o Canadá para trabalhar ali em Cerise.
Benjamin
Apenas concordou com um aceno de cabeça quando ele perguntou se gostava tanto de frio. Com certeza preferia frio ao calor, mas o clima ameno da maior parte das cidades europeias sempre lhe agradava. Deu de ombros ao sentir a mão dele subindo pela sua cintura até as costas.
- Talvez tenha uma inglesa ruiva que lhe agrade. - respondeu com um tanto de ressentimento ainda pelo que já experienciara com Mathew, mas não o suficiente para lhe fazer entrar no mesmo assunto que costumava lhe deixar bem incomodado. Aceitou o beijo breve nos lábios e apoiou o queixo nos braços cruzados em cima do peito dele. - Mas vai ser difícil encontrar uma inglesa ruiva, de qualquer modo.
Mathew se ajustou na cama, admitindo facilmente que sentiria sua falta de qualquer jeito. Gostava de ouvir aquilo, como era importante para o enfermeiro. Sorriu de volta, apoiando as mãos ao lado do rosto dele para se inclinar um pouco mais e alcançar o rosto do loiro.
- Bom saber que não pode mais viver sem mim. - respondeu contra os lábios dele, inserindo a língua logo em seguida, pedindo espaço para que ele lhe retribuísse um beijo mais intenso do que o breve selinho anterior, numa mistura do gosto de frutos do mar e vinho.
Mathew
Segurou o riso com a história do namorado sobre uma inglesa ruiva. Certamente deveriam haver pessoas inglesas e ruivas, mas preferia mesmo não encontrá-las e acabar discutindo com o namorado por um motivo tão bobo, mas que no fundo lhe fazia ainda se sentir mal por tê-lo machucado ao ser irresponsável com aquele relacionamento. Concordou com um aceno positivo sobre a dificuldade em achar pessoas ruivas, desejando que de fato não precisasse conhecer mais ruivos pelo bem do ciúmes que o namorado sentia. E que também havia alimentado nele omitindo informações com a enfermeira.
Sentiu as mãos em seu rosto e relaxou, esquecendo do peso que ainda estava em sua consciência por todo problema que havia causado ao ser beijado daquele modo mais intenso pelo inglês. Não hesitou em retribuir o ato, apertando o tecido da camisa dele entre os dedos. Benjamin tinha aquele jeito de se aproximar e lhe fazer corar até as orelhas desde o primeiro encontro que tiveram.
- Hmm…! - suspirou contra os lábios dele ao mover uma das pernas entre as dele, sentindo-se mais confortável ao aliviar a pressão entre suas pernas mais próximas. Com os olhos semicerrados, inclinou a cabeça de novo, desejando que ele não parasse enquanto afastava o tecido da camisa dele, subindo a peça pelas costas para poder tocá-lo diretamente sobre a pele e a linha da coluna, pressionando com a ponta dos dedos o caminho da lombar.
Era agradecido por Benjamin ser bem mais comportado no trabalho e por terem deixado os dormitórios de St. Clavier para dividirem aquela casa. De certo, perderia o emprego se o inglês continuasse sempre tão próximo daquela forma. Ainda se recordava de quando se escondera na casa dos próprios pais para poder dormir com ele. Benjamin merecia uma dedicatória em sua vida por todas aquelas loucuras que já fizera.
Benjamin
Sentiu-o se mover debaixo de si, especificamente com a perna entre as suas, o que lhe deixou com um calor a mais considerando que já estava de sangue quente por conta do vinho. Respirou entre os lábios dele, apenas para puxar mais ar para os pulmões e retornar o beijo enquanto as mãos de Mathew passavam por baixo de sua camisa e por suas costas, os dedos pressionando a extensão da coluna até onde a camisa iria naquela posição.
Cessou o beijo, encarando o namorado de cima e se apoiando na cama para se sentar sobre os quadris dele, dando espaço suficiente para tirar a própria camisa e voltar a se debruçar sobre ele, beijando-o de novo nos lábios e então no queixo e no rosto, roçando os quadris contra os dele, já sentindo o volume abaixo de si. Sorriu contra os lábios de Mathew, baixando as mãos para puxar a barra da camisa dele também, enfiando os polegares então no cós da calça que ele usava, para abrir espaço suficiente para colocar a mão direto no membro alheio, pressionando-o sobre o tecido da cueca em movimentos precisos de vai-e-vem.
Voltou os lábios para o rosto do canadense, invadindo a boca dele mais uma vez em um beijo intenso, sugando a língua e mordiscando o canto dos lábios. Afastou o rosto o suficiente apenas para deixar que um suspiro excitado escapasse finalmente dos lábios.
- Hnn-- lambeu os lábios alheios, a mão ainda continuando nos movimentos sobre a ereção do namorado.
Mathew
Prendeu a respiração no instante em que o namorado se moveu sobre seus quadris. Todavia, não teve muito tempo de reação assim que o inglês voltou a lhe beijar. Sorriu com o rubor que lhe tomava a face, principalmente com os beijos do outro em seu rosto. Afastou as mãos, deixando que ele ficasse livre ao encontrar sua pele, mas logo arqueou os olhos, sentindo o toque mais íntimo em sua calça, mais especificamente, por dentro dela.
- Hmm! Benja-! - não teve como reagir novamente ao ser beijado intensamente pelo outro. Benjamin sob o efeito da bebida era sempre mais urgente e intenso que quando tinham a oportunidade de ter aquele tipo de momento juntos. Podia sentir ainda a pele dele muito próxima e os dedos do professor contra seu volume, ainda que por sobre o tecido.
Não podia simplesmente deixar que ele fizesse tudo ali, então logo aproveitou que ele estava sentado sobre seus quadris para estender uma das mãos, tocando-o sobre a coxa e a perna flexionada, os dedos buscando os dedos e a sola do pé direito do parceiro. Sabia o quanto ele era sensível naquela região e talvez fosse justamente por isso que gostava tanto de acariciá-lo ali.
- Benjamin… - chamou-o entre os beijos trocados, sentindo-se naturalmente febril pela proximidade e o estímulo constante em suas calças. Tocou o peito do outro, afastando-o alguns centímetros antes de segurá-lo pelo pulso que lhe estimulava para poder puxá-lo pelos quadris ao se sentar, trazendo-o para o seu colo de novo. Removeu a própria camisa no processo, demorando alguns instantes, atrapalhado com o par de óculos que esquecera estar na sua face. Guiou a mão dele de volta para o que estava fazendo anteriormente enquanto devolvia o gesto, não apenas massageando-o a parte frontal, mas pressionando-o uma das nádegas ao envolvê-lo de novo. A respiração não demorou muito a se tornar mais pesada e constante enquanto seus lábios também deixavam o beijo intenso para procurar pela pele nos ombros e pescoço do inglês.
Benjamin
Com o corpo naquela proximidade, conseguia sentir o próprio membro roçando contra o corpo alheio, os movimentos da sua mão sobre a cueca de Mathew eram o suficiente para lhe incitar também e manteve o corpo o mais próximo do dele possível. Não estava tão bêbado quanto da última vez que lembrava ter feito aquilo com o enfermeiro, então ainda estava em plena consciência de suas ações e com certeza lembraria tudo no dia seguinte, além de aguentar dormir com o namorado sem apagar no meio do caminho, claro.
Tensionou os músculos ao sentir a mão dele deslizando pela sua coxa até o pé, contraindo os pés com um calafrio que lhe percorreu o corpo em resposta ao toque. Abafou um gemido contra os lábios de Mathew até ele impulsionar o corpo para se sentar, puxando-lhe para se ajustar melhor ao corpo alheio. Cessou os movimentos por um momento, dando espaço apenas para que ele tirasse a camisa com os óculos tortos no rosto. Riu da visão, tirando os óculos dele para colocá-los de lado, voltando aos beijos e posicionando a mão de novo sobre a ereção de Mathew.
Contraiu as nádegas ao sentir a mão dele, remexendo-se sobre os quadris alheios. Cessou o beijo e puxou a mão do namorado para o rosto, lambendo a ponta dos dedos dele e deixando-o completamente úmido de saliva. Guiou a mão dele para os seus quadris de novo, posicionando-a exatamente dentro da calça e da cueca, para sentir a umidade da saliva direto na vala.
- As roupas... estão no caminho... - falou contra os lábios do outro, esperando que ele lhe ajudasse com a calça enquanto se afastava para tirar a camisa também.
Mathew
Sorriu diante da risada no namorado por ser atrapalhado com os óculos. Era bom poder ouvir Benjamin rindo depois de tantos problemas com o encontro daquele almoço. Mas foi ter seus dedos na boca dele que realmente lhe acendeu a percepção do quanto sentia falta de poder ter aqueles momentos mais íntimos com o namorado, que não eram sempre possíveis devido ao trabalho ou as preocupações diárias de um casal.
Acabou rindo com as palavras do namorado, pressionando-o sobre a entrada apertada com o dedo úmido da saliva do próprio, provocando-o apenas o bastante antes de segurá-lo pela cintura, empurrando-o para que se deitasse de costas na cama enquanto lhe removia as calças e a cueca. Ajoelhou-se na cama, acomodando as coxas lado a lado com os quadris do inglês. Estendeu a mão para a camisa do outro, apenas afastando-a pelo abdômen do homem, descendo a ponta dos dedos até conseguir tocá-lo sobre o órgão, envolvendo-o em seus dedos e a palma da mão mais quente.
Manteve o sorriso no rosto como se tivesse algo planejado naquele momento e, sem muito mais esperar, deslizou a palma da mão livre pela coxa direita de Benjamin, puxando-lhe a perna para apoiá-la contra seu corpo. Arranhou a parte interna daquela região, pressionando-o a carne antes de segurá-lo pelo tornozelo. Moveu os quadris, acomodando a própria ereção ainda dentro da própria calça com as nádegas nuas do namorado deitado de costas.
Deslizou os dedos gentilmente pelo tornozelo do inglês antes de se inclinar para beijá-lo no calcanhar, entreabrindo os lábios para mordiscá-lo pela região lateral dos pés. Manteve os olhos em Benjamin enquanto voltava a mover os dedos no órgão dele em sua mão, estimulando-o antes de pressionar os lábios contra os dedos do pé do outro, entreabrindo-os para lamber e chupá-lo ali, dedo a dedo em um estímulo peculiar até para si mesmo. Assistir como Benjamin era sensível nos pés e suas reações tão sinceras e genuínas lhe deixavam verdadeiramente excitado.
Benjamin
Logo Mathew tinha invertido a posição dos dois e o encarou de baixo enquanto ele se livrava de suas peças de roupa para facilitar o processo. Sentiu a mão dele passando por sua camisa para afastá-la do caminho até retornar na direção do membro, para envolvê-lo com a palma da mão quente. Ele não estendeu muito o movimento em sua ereção, deslizando o toque pela sua coxa até puxar a perna contra o corpo. Já até imaginava o que o namorado pretendia, então apenas sorriu em resposta, o rosto avermelhado tanto pelo efeito ainda latente do álcool quanto pelo calor crescente do ato.
- Hnnn, Mat... - suspirou pesadamente quando ele roçou a ereção contra suas nádegas, contraindo os pés quando Mathew estendeu o toque até morder a região sensível, que lhe fez estremecer dos pés à cabeça. - Hmmm... arhh!!
Estendeu a mão até o criado mudo ao lado da cama na intenção de pegar lubrificante na gaveta, mas a sua intenção foi deixada de lado ao sentir os lábios dele pressionando sobre os dedos e a língua passando úmida nas áreas mais excepcionalmente sensíveis. Instintivamente, pressionou as coxas junto, sentindo o tremor passar pelos quadris, levando uma das mãos até a boca para morder os dedos.
- Ahhhhh... bom... mais, Mat... - pediu ao namorado, contraindo os pé diante dos toques mais estimulantes, esquecendo-se por aquele instante de retribuir as carícias do namorado e de voltar a tentar pegar o lubrificante.
Mathew
Sorriu com o canto dos lábios diante das reações provocadas no inglês. Por isso possuía um apreço especial pelos pontos sensíveis do outro. Sentiu as coxas de Benjamin contraídas e resolveu por passar a mão livre pela lateral do corpo masculino até poder tocá-lo no membro já excitado, masturbando-o devagar com a palma da mão e a ponta dos dedos. Era sempre curioso como Benjamin tinha as melhores reações quanto se tratava do toque mais preciso nos pés, por isso não hesitou em pressioná-lo na parte inferior destes, sentindo a tensão da contração muscular antes de afastar os lábios por um instante, o rastro de saliva escapando de sua boca antes de se aproximar mais uma vez, mordendo-o pela lateral dos pés.
Trocou a atenção para o outro pé, repetindo as provocações e os estímulos até sentir as contrações nas coxas do namorado mais urgentes. Segurou-o pelas pernas, afastando as coxas devagar para que pudesse admirar a visão do loiro na cama, excitado demais para lembrar do que iria fazer. Sorriu diante daquela cena e logo estendeu as mãos para a cintura do parceiro, ajudando-o a se acomodar melhor deitado na cama enquanto se inclinava para beijá-lo sobre o abdômen, mantendo as pernas dele lado a lado com seu tronco.
- Posso te dar uma massagem nos pés… se chegar cansado na enfermaria… sabia? - ofereceu, a ideia em sua cabeça lhe parecendo muito excitante ao mesmo tempo que não conseguia se ver em um cenário mais irresponsável para o seu próprio trabalho. Benjamin talvez não soubesse de todas suas fantasias ou pensamentos inapropriados quando se pegava distraído no intervalo de trabalho ou quando passava horas estudando para as provas na universidade. Da mesma forma que sabia que, sendo um professor bonito como era, Benjamin deveria ter diversos alunos apaixonados secretamente por ele. E aquilo lhe incomodava.
Não perdeu muito mais tempo, deixando de estimulá-lo tão diretamente com a palma da mão para colocar a glande do órgão latente em sua boca, pressionando-o com os lábios antes de envolvê-lo com a língua. Com o convívio e a prática casual, pouco a pouco se via melhor em acertar os desejos e as vontades de Benjamin. Afastou os lábios, respirando fundo antes de continuar a estimulá-lo em sua boca, o rosto corado pelo esforço e os cabelos loiros já bagunçados lhe caíam sobre a face. Parou durante o ato, ofegante, tomando a iniciativa de ir até a gaveta em busca do lubrificante.
Deitou-se ao lado de Benjamin, inclinando-se para poder beijá-lo sobre a testa, carinhoso como de costume, antes de envolvê-lo pela cintura, virando-o de lado. Escorregou uma das pernas por entre as dele, afastando-lhe as coxas antes de passar o produto na palma das mãos, deixando que escorresse por entre seus dedos até as nádegas do parceiro. Pressionou o dedo médio antes de inserir o segundo, devagar ao perscrutá-los pelo canal apertado, estimulando a passagem enquanto buscava pelo ponto mais sensível do outro ali, curvando os dedos no interior dele ao pressionar a região da próstata, empurrando os próprios dedos para que o outro pudesse se sentir mais relaxado com os estímulos.
- Benjamin… - chamou pelo namorado ao encará-lo, a própria ereção ainda apertada em sua calça e cueca, o volume já bastante evidente ali a ponto de conseguir sentir a pulsação pela excitação do momento. Curvou os dedos novamente no interior do outro antes de beijá-lo na boca e escorregar a perna um pouco mais por entre as coxas dele, deitado de lado. Aproximou-se um pouco mais até sentir os abdômen mais próximo do dele. Suspirou de prazer com a leve pressão do corpo do outro em seu membro, a barriga contraída pela urgência que também possuía por algum alívio.
Benjamin
Afastou as pernas sem muita resistência quando Mathew passou as mãos entre elas, aproximando-se para beijar-lhe a cintura e sugerir aquela ideia que era no mínimo absurda. Mas não mudou a expressão de prazer para uma de desgosto, senão deu a resposta que teria dado usualmente.
- Não seja idiota... Mat... - respondeu, estendendo a mão até o topo da cabeça do enfermeiro, afagando os cabelos loiros até sentir a língua em sua ereção. Apoiou os pés na cama, contraindo-os e puxando o tecido consigo ao sentir as ondas de prazer percorrendo o corpo com mais facilidade. - Ahhhnn--
Fechou as mãos com mais força em volta dos fios de cabelo de Mathew ao sentir a ereção gotejar na boca dele, agradecendo mentalmente quando ele deu um tempo para se afastar e deitar-se ao seu lado, finalmente alcançando o vidro de lubrificante para se aproximar e lhe beijar sobre a testa. Acomodou-se ao corpo de Mathew quando ele estendeu a mão com o lubrificante até o canal apertado, uma das pernas dele entre as suas e o braço livre em sua cintura. Arqueou as costas ao sentir os dedos pressionando o canal mais fundo, segurando o lençol na cama com vontade, a respiração um pouco descompassada com as sensações de prazer que continuavam a percorrer o corpo.
- Hnnn - devolveu o beijo dele, aproveitando para abafar um gemido mais alto quando Mathew curvou os dedos até pressionar a área mais sensível dentro do ânus, próximo à próstata, o canal se contraindo em resposta em volta dos dedos alheios. Apoiou uma das mãos no peito dele, enquanto descia a outra entre os dois corpos, tocando direto a ponta da ereção dele com um dos dedos também, o curto espaço entre os corpos tornando o calor ainda mais intenso, assim como o prazer. - Mais fundo, Mat... - murmurou entre os lábios do enfermeiro, começando a mover os quadris de forma sinuosa em resposta ao toque direto dele.
Mathew
Os toques de Benjamin sempre lhe causavam aquela sensação febril, fossem seus fios puxados pelo outro ou ele lhe tocando sobre o peito. Podia sentir a respiração descompassada do namorado contra seus lábios, mas não hesitou em continuar penetrando-o e estimulando o canal que se contraía em resposta. Ao ouvir o murmúrio de Benjamin, suspirou prazerosamente com a sensação do toque em seu membro já rijo nas calças. Recostou a testa com a do outro e buscou o ar mais uma vez ao voltar a beijá-lo, sua língua procurando pela dele antes de remover os dedos do canal, segurando uma das nádegas do parceiro no processo.
- Benjamin… - chamou pelo loiro mais uma vez contra os lábios dele. Estendeu a mão sobre a nádega para a cintura dele, escorrendo a perna de novo por entre as dele ao puxá-lo sobre si. Deitado de costas para a cama, apoiou o cotovelo do braço esquerdo no colchão, erguendo o tronco para tocar o peito do namorado com a mão livre, deslizando os dedos até o pescoço dele, segurando-o com a leve pressão dos dedos, virando o rosto dele para poder beijá-lo diretamente no pescoço, mordiscando a região até a cartilagem da orelha. - Meus dedos… não vão tão fundo…
Disse ao namorado com um sorriso discreto nos lábios. Preferia aquela posição por se considerar pesado muitas vezes para o outro, ainda mais ele estando parcialmente embriagado. Trouxe a mão que estava em seu peito para seus lábios, beijando os dedos com carinho antes de observar Benjamin agora por cima de seu corpo. Podia sentir a própria ereção pedindo por um pouco de alívio e a dele pressionada contra seu baixo ventre.
Largou a mão do loiro, tocando-lhe o rosto e entretendo-se em lhe beijar a face, os lábios, o queixo, o pescoço, sempre muito bem entretido na visão do outro sobre si, o rosto corado e quente pela excitação do momento. A imagem de Benjamin excitado sobre seus quadris era o bastante para lhe tirar o fôlego e naquele momento, queria que ele lhe tirasse às calças.
Benjamin
A proximidade e intimidade que Benjamin tinha com Mathew era algo com o que tinha aprendido a se acostumar. Afinal, tinha sido o primeiro parceiro dele e era engraçado pensar nisso algumas vezes em que estavam juntos. Mas gostava daquela sensação também de ineditismo, e embora ele fosse inédito para Mathew no sexo, era inédito para si ter aquele tipo de proximidade com um parceiro… melhor, um namorado.
Apreciava os toques mais cuidadosos e as carícias específicas, curvou o corpo à medida que as mãos e os lábios dele passeavam pelos caminhos bem conhecidos, até que ele tirasse os dedos de seu interior com um murmúrio de protesto, para mudarem novamente a posição e ficar deitado sobre o corpo alheio. Sentiu a ereção dele sob seus quadris, a calça prendendo o volume rijo. Apoiou os cotovelos ao lado do corpo de Mathew, deixando os corpos ainda muito próximos como se precisasse sentir o calor do corpo alheio. Beijou os lábios dele e desceu para mordiscar o queixo, roçando mais os quadris contra os dele para só então se afastar e dar espaço entre ambos para ajudá-lo a se livrar das últimas peças de roupa.
Voltou a se aproximar, agora ajoelhado com as pernas ao lado do corpo do enfermeiro, posicionando os quadris sobre a ereção. Segurou a base com uma das mãos e a outra, usou para auxiliar afastar as nádegas e facilitar a penetração, mas não foi tão paciente como Mathew esperava, provavelmente. Desceu os quadris até conseguir que a glande penetrasse o canal apertado, deixando um gemido breve escapar em aprovação.
- Hmm… isso… hahhh - mordeu o canto dos lábios, o corpo relaxando com a penetração, para então descer o quadril num movimento rápido e intenso, alcançando a base da ereção de Mathew, o membro rijo afundando em seu canal. - Ahhhh!! Hmmm!!
Mathew
Pressionou os lábios após ser beijado neles, a sensação da boca de Benjamin em seu queixo, roçando os quadris contra os seus lhe fazia lembrar o quão sensível era a proximidade com o inglês. Ao finalmente se ver livre de sua calça, suspirou aliviado - o mesmo alívio que não durou muito tempo assim que Benjamin voltou a se aproximar, sentando em sua ereção. Levou as mãos até a cintura dele para que fosse mais devagar, sem muito sucesso.
- Aah-Ah! B-Benja--! Hmmmm! - arqueou os ombros, apertando a cintura do namorado ao sentir o próprio órgão pulsar no canal apertado. - Ahnnn! De… devagar… !
Pediu ao loiro, sentindo o baixo ventre aquecer com a sensibilidade ao penetrar o interior do outro de novo. Afastou uma das mãos da cintura de Benjamin, levando a mesma até os próprios cabelos, afastando-os para trás com a contração de seu próprio abdômen. A respiração pesada era evidente no peito, assim como os suspiros de prazer que escapavam de seus lábios diante da visão do namorado montado em seus quadris.
Teve de fechar os olhos por alguns minutos, a mão sobre a própria cabeça, escondendo o rosto com o braço ao começar a pensar no próprio trabalho para tentar não chegar a um orgasmo tão rápido. Não queria gozar naquele instante, ainda que se sentisse curiosamente mais sensível que o normal - talvez fosse apenas a satisfação por ter feito as pazes de novo com o namorado. Mas ainda assim não queria chegar a um orgasmo tão rápido e frustrá-lo no processo. Contudo, era bem difícil manter a cabeça distante dali ao ouvir os gemidos de Benjamin enquanto o mesmo guiava a penetração.
Benjamin
Benjamin sentiu o corpo estremecer com as mãos de Mathew firmes em sua cintura, mas a despeito do pedido dele para que fosse devagar, esperou apenas o tempo de se acostumar com a penetração para começar a se mover, inclinando o corpo um pouco para frente para conseguir um suporte melhor com as mãos apoiadas na cama ao lado do corpo do namorado.
Numa casa, como já estavam morando, não precisava conter os gemidos de prazer, nem mesmo no meio do dia, ainda mais quando estava levemente embriagado, o que lhe deixava ainda mais desinibido. Observou enquanto Mathew cobria o rosto com um dos braços e segurou-o, afastando-o do caminho para se aproximar, beijando-o de forma totalmente desritmada ao precisar manter a respiração ofegante. Sentiu o membro roçando entre os abdomens dos dois, o que lhe estimulou a fazer ainda mais movimentos, o rosto totalmente vermelho sentindo a ereção gotejar em antecipação ao momento de clímax.
- Ahhhhh!!! Mat-- hnnnnn!! Goze dentro de mim... ahhhh-- bem fundo...! - pediu, contra os lábios do namorado, acelerando o ritmo dos movimentos que estavam lhe deixando notadamente cansado pela respiração pesada e desritmada. Mas também estava próximo o suficiente ao orgasmo para saber que não duraria mais um mero toque diretamente em seu membro.
Mathew
Contraiu o próprio abdômen com o arrepio de ter o braço afastado para encontrar os lábios do namorado. Sentir a língua dele com a sua em um movimento simultâneo e errático com o de vai e vem dos quadris do inglês era excitante em demasia. Podia sentir a respiração se misturando a do outro e os ruídos que ele deixava escapar da própria garganta, sem medo de ser ouvido pelos vizinhos, lhe deixavam ainda mais absorto naquele cenário de prazer.
- Benja-min! Ahhngh! - arqueou os joelhos, acompanhando-o no movimento assim que ele se curvou para se apoiar. Estendeu as mãos novamente para o corpo do namorado, puxando-lhe mais para si, pressionando seus dedos nas costas do homem sobre si. E tal como buscava pelo próprio alívio, escorregou a mão livre por entre ambos, estimulando diretamente o membro pulsante do outro.
Já podia se sentir febril em meio ao movimento contínuo de fricção. E como já se sentia sensível demais pelo tempo que passara sem ter aquele tipo de aproximação do outro, não rejeitou a ideia dele de gozar naquela mesma posição. Entreabriu os olhos, observando o namorado pouco antes de alcançar o clímax, gozando em sua mão, sobre seu abdômen, estremecendo sobre seu corpo. Em meio aos próprios gemidos de prazer, alcançou como esperado o próprio orgasmo, obedecendo ao loiro e movendo os próprios quadris com um esforço momentâneo ao estocá-lo mais a fundo, gozando no interior do canal apertado. Terminou pressionando mais do que gostaria as costas do outro, sentindo as unhas arranhando a carne do parceiro assim que alcançou o orgasmo.
A respiração descompassada se manteve durante muito mais tempo do que gostaria também, mas era um homem com muitos problemas respiratórios, então não era nenhuma surpresa. Afagou o corpo sensível pelo sexo recente do namorado, segurando-o pelos quadris para afastá-lo, removendo seu membro do interior do homem para sentir o líquido ainda quente escorrer por entre as pernas dele.
Benjamin
A mão de Mathew escorregou entre os dois corpos e o toque direto em sua ereção lhe fez estremecer no mesmo instante, contraindo o ânus em volta da ereção alheia. Não conseguiu manter o ritmo do beijo, afastando-se o suficiente apenas para que Mathew conseguisse continuar os movimentos em sua ereção, e deixou os gemidos escaparem com mais intensidade.
- HAHHHHHH!! AHNNNNNN--!! M-MAT N-N-NGNNNN!! - o sêmen escapou entre ambos os corpos, adicionando ao cheiro de suor e sexo, Benjamin ainda moveu os quadris algumas poucas vezes, desalinhado com as estocadas de Mathew, o interior contraído em resposta ao orgasmo que lhe fez estremecer completamente até se deixar jogar cansado sobre o corpo do namorado.
Gemeu em resposta quando sentiu as estocadas mais fortes resultarem no orgasmo do namorado também, com o calor lhe preenchendo o interior e lhe causando outro tremor de excitação. Contraiu as costas com a sensação das unhas alheias fincando em suas costas, mas não se incomodou com aquilo. Facilmente se rendeu ao cansaço, deitado sobre o corpo de Mathew, mais pelo sexo e com o adicional de estar sob o efeito da bebida. Gemeu em protesto ao sentir o membro dele escorregar para fora do ânus, causando-lhe a sensação bem conhecida de corrimento com o sêmen escorrendo também.
- Hhmmm... - o gemido saiu baixo, junto a um suspiro agradado pelo sexo com o namorado. Não se moveu muito da posição em que estava, apenas sentindo o peito dele subir e descer com a respiração pesada. A mente estava mais cansada e oscilando entre a consciência e o sono, que se provou bem mais pesado do que tinha esperado, embora o resultado de beber sempre fosse dormir rápido. Àquela altura, sequer percebeu as palavras que deixou escapar antes de cair no sono, pouco preocupado com a bagunça e a sujeira na qual estava deitado. - Hm... não me deixe aqui sozinho, Mat...
Mathew
A respiração estava ofegante diante de todo o esforço e era só o que conseguia ouvir além da voz de seu namorado. Não pensou em nenhum momento se seus vizinhos haviam ouvido o que fizeram ali. Sentia-se feliz pelo carinho de Benjamin sobre si. Sorriu com o apoio do outro em seus braços e negou com a cabeça sobre deixá-lo sozinho, afagando a cabeça do inglês antes de beijá-lo sobre os cabelos.
- Você sabe… que eu nunca… vou te deixar sozinho. - sussurrou para o loiro, fazendo um breve esforço para movê-lo para o seu lado, abraçando-o sem apertá-lo. Fez uma pausa para poder usar as cobertas da cama para se limpar do suor e do sêmen, ajudando o namorado também no processo, visto que ele estava sonolento. Respirou fundo antes de se erguer da cama para vestir uma cueca e trocar os lençóis, permitindo que Benjamin descansasse. Buscou seu par de óculos e puxou os travesseiros para deixar o namorado mais confortável na cama.
Saiu do quarto para verificar as portas e janelas da cama antes de voltar com uma garrafa de água que já havia bebido pela metade e como o clima ainda estava quente, ligou o ar condicionado e fechou as cortinas, finalmente acomodando-se na cama com o inglês, deixando seus óculos de lado. Buscou o cobertor antes de abraçar o namorado, mantendo-o próximo, mas pela cintura, pois sabia que ele se sentia sufocado pelo pescoço. Sorriu antes de observar o namorado, desejando-lhe um bom descanso mentalmente antes de fechar os olhos para acompanhá-lo no sono.
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