09-04-2021, 01:45 AM
Benjamin estava sem reação. Ele sentiu o corpo todo estremecer num calafrio bem desagradável com o garoto agarrado em sua cintura lhe chamando de pai, e a situação foi tão inesperada e inusitada que ele nem conseguiu mover os braços, ambos erguidos no ar como se tivessem apontado uma arma pra ele. A dor de cabeça veio de uma vez, e ele não sabia nem o que pensar, nem como reagir. Foi Mathew que apareceu apressado no quarto, para puxar o garoto estranho pela mochila, que ainda resistiu bravamente em largar Benjamin, antes de soltá-lo e ficar de pé a uns dois passos de distância. Ainda assim, olhando do garoto para Mathew, que falavam em inglês, Benjamin ainda demorou muitos segundos para entender o que estava acontecendo e se aquilo era só um sonho. Um sonho com um garoto estranhamente familiar.
- [Você que é doido! Eu disse que queria falar com o meu pai, eu não falo com estranhos, gordinho!] - o menino fez um gesto rápido com os ombros para puxar a pulsa de volta que o outro segurava, cruzando os braços de um jeito abusado. - [Hunf! Você é surdo, ô?! Como é que não vai me conhecer?! E meu nome é Daniel. Daniel Vaughn!]
Benjamin ainda não fazia o menor sentido do que estava acontecendo ali, mas quando ouviu o tom abusado e a resposta do adolescente se apresentando como Daniel Vaughn, ele sentiu como se todo o sangue tivesse se esvaído do corpo. Abaixou os braços, porque era como se tivesse perdido as forças e o rosto de tez já clara, ficou ainda mais pálido, quase em terror.
- [Daniel...? Você é... Daniel?] - a voz do inglês vacilou. Aquilo só podia ser algum tipo de sonho muito, muito perturbador. Ele levou uma mão ao rosto e esfregou os olhos.
- [Viu?! Ele é o meu pai, seu trouxa!]
- [Pai...?] - Benjamin piscou algumas vezes, ainda atordoado, e entre assimilar a mentira do garoto e ligar a palavra "pai" ao verdadeiro pai de Daniel, ele arregalou ainda mais os olhos. - [Eu não sou o seu pai! O que está acontecendo aqui? Você... como você me achou? Por que está dizendo que é meu filho?! Mat, ele não é meu filho! Ele é filho do Andrew!] - ele adicionou para o namorado, exasperado que aquilo pudesse realmente ter causado algum mal-entendido.
- [Humf, é mais fácil acreditar que você é meu pai. Pareço mais com você do que com o Andrew.] - o menino adicionou.
- [Você que é doido! Eu disse que queria falar com o meu pai, eu não falo com estranhos, gordinho!] - o menino fez um gesto rápido com os ombros para puxar a pulsa de volta que o outro segurava, cruzando os braços de um jeito abusado. - [Hunf! Você é surdo, ô?! Como é que não vai me conhecer?! E meu nome é Daniel. Daniel Vaughn!]
Benjamin ainda não fazia o menor sentido do que estava acontecendo ali, mas quando ouviu o tom abusado e a resposta do adolescente se apresentando como Daniel Vaughn, ele sentiu como se todo o sangue tivesse se esvaído do corpo. Abaixou os braços, porque era como se tivesse perdido as forças e o rosto de tez já clara, ficou ainda mais pálido, quase em terror.
- [Daniel...? Você é... Daniel?] - a voz do inglês vacilou. Aquilo só podia ser algum tipo de sonho muito, muito perturbador. Ele levou uma mão ao rosto e esfregou os olhos.
- [Viu?! Ele é o meu pai, seu trouxa!]
- [Pai...?] - Benjamin piscou algumas vezes, ainda atordoado, e entre assimilar a mentira do garoto e ligar a palavra "pai" ao verdadeiro pai de Daniel, ele arregalou ainda mais os olhos. - [Eu não sou o seu pai! O que está acontecendo aqui? Você... como você me achou? Por que está dizendo que é meu filho?! Mat, ele não é meu filho! Ele é filho do Andrew!] - ele adicionou para o namorado, exasperado que aquilo pudesse realmente ter causado algum mal-entendido.
- [Humf, é mais fácil acreditar que você é meu pai. Pareço mais com você do que com o Andrew.] - o menino adicionou.
