09-05-2021, 11:11 PM
A cara de indignação de Jade era até engraçada. Para alguém que tinha saído de um mercado de escravos para um mercado de sexo, a ideia de largar tudo por mero sentimento deveria ser absurda. Mas não achava nada muito diferente dele, afinal, não tinha tido exatamente muita oportunidade de pensar em sentimentos antes de dinheiro na vida. Sua tranquilidade, assim como a do prostituto, tinha “chegado” quando já não tinha inocência nenhuma para lhe permitir acreditar em balela romântica.
Todos os exemplos de “amor” citados por Jade tinham ressalvas. Só que quantas pessoas tinham mesmo a chance de conhecer alguém por quem mudariam de vida? Não era fácil pensar só pela própria experiência, mas era mais difícil ainda para ele e para Jade.
- Nah, não é só sexo. Mas bem verdade eu prefiro ter a barriga cheia de comida do que passar fome por romance. – Zazou comentou em resposta a Jade. Porém, a pergunta dele muito peculiar lhe fez levar a mão até a testa, e coçou a sobrancelha sem saber qual seria a melhor resposta naquele momento: a verdade ou aquela que acabaria a conversa. Porém, olhou para a cara de Jade um instante, e a dúvida dele parecia tão genuína que não achou que faria mal alimentar a cabeça dele. – Já gostei de alguém. Mas também não deu certo. Não mudou minha vida, e nem tenho tempo pra gastar sofrendo por isso. Não sei se chamaria de amor.
Na verdade, até chamaria, mas não sabia se podia chamar o sentimento do mesmo tipo de amor que muda a vida de alguém que Jade estava falando.
- A Billie Holiday tem uma música... “Você não sabe o que é o amor, até você ter aprendido o significado de tristeza”. Ela fala bonito... mas dá pra falar o quanto quiser, se não sentir não faz diferença, faz? – Zazou deu os ombros. A conversa tinha ficado complicada demais para ele. E se estava confusa para ele, quem diria para Jade que nem meio sentimento desses tinha experimentado. Zazou franziu a testa, pensando que podia pegar outra cerveja. - A gente vai transar hoje ainda? Se não for, vou pegar outra cerveja.
Todos os exemplos de “amor” citados por Jade tinham ressalvas. Só que quantas pessoas tinham mesmo a chance de conhecer alguém por quem mudariam de vida? Não era fácil pensar só pela própria experiência, mas era mais difícil ainda para ele e para Jade.
- Nah, não é só sexo. Mas bem verdade eu prefiro ter a barriga cheia de comida do que passar fome por romance. – Zazou comentou em resposta a Jade. Porém, a pergunta dele muito peculiar lhe fez levar a mão até a testa, e coçou a sobrancelha sem saber qual seria a melhor resposta naquele momento: a verdade ou aquela que acabaria a conversa. Porém, olhou para a cara de Jade um instante, e a dúvida dele parecia tão genuína que não achou que faria mal alimentar a cabeça dele. – Já gostei de alguém. Mas também não deu certo. Não mudou minha vida, e nem tenho tempo pra gastar sofrendo por isso. Não sei se chamaria de amor.
Na verdade, até chamaria, mas não sabia se podia chamar o sentimento do mesmo tipo de amor que muda a vida de alguém que Jade estava falando.
- A Billie Holiday tem uma música... “Você não sabe o que é o amor, até você ter aprendido o significado de tristeza”. Ela fala bonito... mas dá pra falar o quanto quiser, se não sentir não faz diferença, faz? – Zazou deu os ombros. A conversa tinha ficado complicada demais para ele. E se estava confusa para ele, quem diria para Jade que nem meio sentimento desses tinha experimentado. Zazou franziu a testa, pensando que podia pegar outra cerveja. - A gente vai transar hoje ainda? Se não for, vou pegar outra cerveja.
