09-08-2021, 06:00 PM
Benjamin tomou um gole do café quente, concordando com um aceno de cabeça ao colocar o celular no viva-voz depois de discar o número da irmã, de Paris. Depois de alguns longos toques foi que ele ouviu a resposta animada do outro lado.
- Bom dia, Ben, que estranho você me ligar tão cedo. Aconteceu alguma coisa? Como você e o Ken estão? - a voz de Mary Ann veio acompanhada de uma série de sons indistintos de fundo, que só fizeram Benjamin imaginar que ela estava fora de casa e do trabalho.
- Bom dia, Ann. O Mat está te ouvindo também, não aconteceu nada com a gente, não se preocupe. - ele respondeu, com um sorriso discreto no canto dos lábios só por ouvir a voz da irmã. - Você pode falar agora? Estava precisando da sua ajuda com outra coisa, na verdade.
- Oi, Ken, espero que esteja se cuidando e cuidando do meu irmão. - Mary Ann respondeu do outro lado. - Minha ajuda com o quê? Ah, eu estou no aeroporto, eu não tinha dito que ia viajar pra avaliar uma coleção de arte em Shangai? Estou indo hoje e volto em duas semanas. O que é que você precisa?
- Ah, eu quase esqueci, você tinha dito sim... - Benjamin suspirou discreto, não queria ter que importunar a irmã, mas não via outra saída viável também. - Na verdade, você pode ligar para falar com o Andrew? Eu não sei se você soube de alguma coisa, mas ontem de noite o filho dele veio bater na minha porta dizendo que fugiu de casa.
- O quê?! - a surpresa de Mary Ann foi tão óbvia no tom de voz que Benjamin quase imaginou a mais nova pulando onde estava. - O Daniel? Na sua casa?! Como assim?! Como é que ele sabia onde você morava? E como ele chegou aí? Ele não estava em Londres?! De onde é que ele tirou essa ideia?!
- Eu queria muito entender também, mas sinceramente, estou perdido. Ele disse que pegou o meu endereço de uma mensagem sua pro Andrew. E parece que se meteu no trem sozinho para Paris, eu não sei o que se passa na cabeça do garoto. - ele respondeu, com outro suspiro resignado. - Eu não acho que Andrew tem ideia de que o filho dele veio pra cá. O Daniel estuda em colégio interno? Talvez ele esteja preocupado, você pode ligar para ele para avisar?
- Mas esse menino é uma peste mesmo! Que ideia estúpida de viajar sozinho! E como é que ele conseguiu autorização dos pais? Ah, nem precisa dizer, do jeito que ele é, capaz de ter falsificado na escola. É bem a cara dele. Aquele menino não tem jeito! Nem a mãe dele nem o Andrew colocam limites e ele acha que pode fazer o que quiser! Não o deixe mandar em você também, Ben, ele é muito mimado! - Mary Ann desatou a reclamar, tão acelerada que Benjamin quase perdeu a linha do pensamento dela. - Aliás, você também é frouxo pra cuidar de criança. O Mat tá ouvindo, né? Pode brigar com ele e colocar de castigo. É bom dar uns cascudos também pra ver se enfia juízo na cabeça daquela criatura. Fugir de casa e ir pra França! Vê se pode! E se alguma coisa tivesse acontecido com ele no caminho?! Humpf, se eu não estivesse com o voo marcado, eu mesma ia aí e dava uma surra nele!
- Mary Ann, tenha calma, ele está bem, dos males o menor. - Benjamin respondeu depois do surto de irritação da irmã. - De todo modo, pode avisar aos pais dele? Eu posso colocá-lo no trem de volta se eles o receberem lá em Londres.
- Tá bom, eu vou ligar pra avisar que ele está vivo. Eu vou embarcar em dez minutos, então eu vou desligar pra falar com o Andrew. Eu te mando mensagem pra avisar depois. Beijos! Beijos, Mat!
Benjamin nem teve tempo de devolver a despedida, a jovem desligou a ligação do outro lado. Bom, era a confirmação de que Daniel tinha um gênio bem difícil de lidar. Era a última coisa que Benjamin precisava também para atormentar suas férias da Academia.
- Bom dia, Ben, que estranho você me ligar tão cedo. Aconteceu alguma coisa? Como você e o Ken estão? - a voz de Mary Ann veio acompanhada de uma série de sons indistintos de fundo, que só fizeram Benjamin imaginar que ela estava fora de casa e do trabalho.
- Bom dia, Ann. O Mat está te ouvindo também, não aconteceu nada com a gente, não se preocupe. - ele respondeu, com um sorriso discreto no canto dos lábios só por ouvir a voz da irmã. - Você pode falar agora? Estava precisando da sua ajuda com outra coisa, na verdade.
- Oi, Ken, espero que esteja se cuidando e cuidando do meu irmão. - Mary Ann respondeu do outro lado. - Minha ajuda com o quê? Ah, eu estou no aeroporto, eu não tinha dito que ia viajar pra avaliar uma coleção de arte em Shangai? Estou indo hoje e volto em duas semanas. O que é que você precisa?
- Ah, eu quase esqueci, você tinha dito sim... - Benjamin suspirou discreto, não queria ter que importunar a irmã, mas não via outra saída viável também. - Na verdade, você pode ligar para falar com o Andrew? Eu não sei se você soube de alguma coisa, mas ontem de noite o filho dele veio bater na minha porta dizendo que fugiu de casa.
- O quê?! - a surpresa de Mary Ann foi tão óbvia no tom de voz que Benjamin quase imaginou a mais nova pulando onde estava. - O Daniel? Na sua casa?! Como assim?! Como é que ele sabia onde você morava? E como ele chegou aí? Ele não estava em Londres?! De onde é que ele tirou essa ideia?!
- Eu queria muito entender também, mas sinceramente, estou perdido. Ele disse que pegou o meu endereço de uma mensagem sua pro Andrew. E parece que se meteu no trem sozinho para Paris, eu não sei o que se passa na cabeça do garoto. - ele respondeu, com outro suspiro resignado. - Eu não acho que Andrew tem ideia de que o filho dele veio pra cá. O Daniel estuda em colégio interno? Talvez ele esteja preocupado, você pode ligar para ele para avisar?
- Mas esse menino é uma peste mesmo! Que ideia estúpida de viajar sozinho! E como é que ele conseguiu autorização dos pais? Ah, nem precisa dizer, do jeito que ele é, capaz de ter falsificado na escola. É bem a cara dele. Aquele menino não tem jeito! Nem a mãe dele nem o Andrew colocam limites e ele acha que pode fazer o que quiser! Não o deixe mandar em você também, Ben, ele é muito mimado! - Mary Ann desatou a reclamar, tão acelerada que Benjamin quase perdeu a linha do pensamento dela. - Aliás, você também é frouxo pra cuidar de criança. O Mat tá ouvindo, né? Pode brigar com ele e colocar de castigo. É bom dar uns cascudos também pra ver se enfia juízo na cabeça daquela criatura. Fugir de casa e ir pra França! Vê se pode! E se alguma coisa tivesse acontecido com ele no caminho?! Humpf, se eu não estivesse com o voo marcado, eu mesma ia aí e dava uma surra nele!
- Mary Ann, tenha calma, ele está bem, dos males o menor. - Benjamin respondeu depois do surto de irritação da irmã. - De todo modo, pode avisar aos pais dele? Eu posso colocá-lo no trem de volta se eles o receberem lá em Londres.
- Tá bom, eu vou ligar pra avisar que ele está vivo. Eu vou embarcar em dez minutos, então eu vou desligar pra falar com o Andrew. Eu te mando mensagem pra avisar depois. Beijos! Beijos, Mat!
Benjamin nem teve tempo de devolver a despedida, a jovem desligou a ligação do outro lado. Bom, era a confirmação de que Daniel tinha um gênio bem difícil de lidar. Era a última coisa que Benjamin precisava também para atormentar suas férias da Academia.
