09-26-2021, 02:43 PM
A menina parecia bastante relutante inicialmente quando disse que iria apenas passear pela escola. Imaginava que alguém do clube de artes preferiria cenários mais empolgantes. Porém, depois de um tempo, ela concordou em lhe seguir, o que lhe fez arquear de leve a sobrancelha.
- Está bem. – respondeu simplesmente, afinal, todas as condições tinham sido dadas e ela ainda queria passear pelo jardim. Notou como ela se agarrava ao bloquinho de desenho como se fosse muito importante, e supondo que ela estava desviando do próprio caminho para lhe seguir e desenhar mais coisas, provavelmente era.
Porém isso foi o máximo de atenção que Laverne deu a Lettice. O jardim de Limoges não era tão grande quanto o de St. Clavier e isso era óbvio, quanto mais andavam, e para o infortúnio de Laverne, também não era cheio das diferentes espécies de insetos que habitavam o bosque ao redor da escola masculina. Mas ela se entreteve mesmo assim, anotando sempre que avistava uma espécie que havia no laboratório. A busca entediante tomou uns bons minutos, e o máximo que Laverne encontrou que seria diferente foi um casulo seco de borboleta, que coletou por motivos de leve frustração em não achar nada.
- Acho que vou ter que tentar com uma armadilha de açúcar da próxima... – comentou, mais para si mesma que para Lettice.
Enxugou o suor da testa e olhou para cima, notando que o sol já estava começando a deixar todo o jardim bem morno. Só que então, em um relance do topo das árvores, Laverne deu um sobressalto e largou todo o equipamento no chão com cuidado.
- Mademoiselle Valois, segure a rede, vou precisar dela quando chegar lá em cima, e aí você me passa quando eu estender a mão. – Laverne falou, estendendo a rede para a garota de forma ágil. Então, sem pensar duas vezes, olhou ao redor para procurar algo que pudesse lhe ajudar a subir, e não encontrando, agarrou-se a um dos galhos mais baixos e apoiou o pé no tronco da árvore, os olhos muito fixos na ponta de um galho oposto onde havia um louva-a-deus imenso e bem verde casualmente passeando a passos lentos perto das folhas. Nessas horas, Laverne esquecia que era desajeitada demais para fazer essas peripécias, mas o fato de ter que se agarrar com as duas mãos e patinar com os pés na árvore para conseguir se prender deveria deixar bem claro para qualquer um que ela era uma cientista, não uma atleta.
- Está bem. – respondeu simplesmente, afinal, todas as condições tinham sido dadas e ela ainda queria passear pelo jardim. Notou como ela se agarrava ao bloquinho de desenho como se fosse muito importante, e supondo que ela estava desviando do próprio caminho para lhe seguir e desenhar mais coisas, provavelmente era.
Porém isso foi o máximo de atenção que Laverne deu a Lettice. O jardim de Limoges não era tão grande quanto o de St. Clavier e isso era óbvio, quanto mais andavam, e para o infortúnio de Laverne, também não era cheio das diferentes espécies de insetos que habitavam o bosque ao redor da escola masculina. Mas ela se entreteve mesmo assim, anotando sempre que avistava uma espécie que havia no laboratório. A busca entediante tomou uns bons minutos, e o máximo que Laverne encontrou que seria diferente foi um casulo seco de borboleta, que coletou por motivos de leve frustração em não achar nada.
- Acho que vou ter que tentar com uma armadilha de açúcar da próxima... – comentou, mais para si mesma que para Lettice.
Enxugou o suor da testa e olhou para cima, notando que o sol já estava começando a deixar todo o jardim bem morno. Só que então, em um relance do topo das árvores, Laverne deu um sobressalto e largou todo o equipamento no chão com cuidado.
- Mademoiselle Valois, segure a rede, vou precisar dela quando chegar lá em cima, e aí você me passa quando eu estender a mão. – Laverne falou, estendendo a rede para a garota de forma ágil. Então, sem pensar duas vezes, olhou ao redor para procurar algo que pudesse lhe ajudar a subir, e não encontrando, agarrou-se a um dos galhos mais baixos e apoiou o pé no tronco da árvore, os olhos muito fixos na ponta de um galho oposto onde havia um louva-a-deus imenso e bem verde casualmente passeando a passos lentos perto das folhas. Nessas horas, Laverne esquecia que era desajeitada demais para fazer essas peripécias, mas o fato de ter que se agarrar com as duas mãos e patinar com os pés na árvore para conseguir se prender deveria deixar bem claro para qualquer um que ela era uma cientista, não uma atleta.
