A Real Manhunt [Leona, Lilú]
#2
Lilú

Saber quem era a criança não deu alento a alma da loira, porque diferente do que podia imaginar, a criança era conhecida sua, não diretamente, porque a mãe dela não gostaria que a pequena soubesse nas coisas que sua progenitora se metia. Mas conhecia a história da mãe, tinha uma ideia de porque ela tinha vindo bater em Cerise, e tinha sido avisada que ela sairia, mas lembrava muito bem, numa das últimas negociações de afrodisíaco, que a mulher tinha dito que sua pequena estava segura. Bela segurança, uma porra de segurança de bosta que a menina foi morta por um maníaco recém chegado na cidade.
A expressão de Lilú amargou, e as sobrancelha franziram numa cara de desgosto que era certamente inédita para o seu visitante, que estava bem acostumado a no máximo não ver a loira sorrir:

-- Sobre o maluco que vocês estão procurando, o que eu posso lhe dizer, com a certeza do meu nome, é que ele não está em Griss, se estivesse, ele teria outros problemas que não é você, aquele pedaço da cidade funciona independente do resto. Pode por um x vermelho bem grande no seu mapa de busca, lá ele não está. -- a loira puxou uma tragada longa do cigarro, sentindo o gosto amargo e a nicotina tomarem conta do seu palato, porque era justamente como se sentia, amarga: -- Agora sente um instante que sobre a Adelaide Laurent e a mãe dela, Juliette Laurent, eu sei um par de coisas que certamente vão lhe interessar.

Lilú apagou o cigarro esmagando o mesmo no cinzeiro, parecendo bastante aborrecida, a mulher abriu uma das gavetas da mesa do escritório, e puxou um frasco pequeno de uma ampola que muito provavelmente seria confundido com amostra de perfume: -- A Juliette veio do interior da França pra Cerise com os pais dela, mãe solteira, ninguém nunca falou do marido dela, logo os pais dela voltaram pro campo, e ela ficou por aqui, abriu a floricultura e tudo parecia bem, mas como é que uma lojinha de flores numa cidade pequena como Cerie dá vencimento? Se ela não vender só flores.

A loira deslizou o frasco pequeno na direção do cowboy, e com o frasco selado não havia risco pra nenhum dos dois ali: -- Juliette é formada em química, e usava a loja de fachada, a principal fonte de renda dela, eram afrodisíacos como o desse frasquinho, muito bons, longa duração, ruim apenas com pessoas que tem problemas respiratórios. Ela fornecia pra todas casas de show, boates, cabarés e adversos, ela produzia doces com doses de droga afrodisíaca também, que caiu fácil nos gostos dos adolescentes que tem nessa cidade.

Lilú tamborilou os dedos em cima da mesa inquieta porque se recordava que a loira tinha comentado que queria mais, muito mais dinheiro pra poder dar a vida digna que sua filha merecia, vida de porra nenhuma que a menina tinha agora: -- Ela planejava mais coisa, bem mais coisa, e estava se envolvendo com outros esquemas, mas subitamente, arrumou as coisas, provocou o incêndio na própria fazenda, deixou a filha aos cuidados de uma ricaça e sumiu.
Reply


Messages In This Thread
A Real Manhunt [Leona, Lilú] - by Boyd - 09-27-2021, 01:35 PM
RE: A Real Manhunt [Leona, Lilú] - by Lilu - 09-27-2021, 01:36 PM

Forum Jump:


Users browsing this thread:
[-]
Cerise News
Dia xx/xx/xxxx
População de Cerise come mais Patchdonald's que a média nacional de comedores de McDonald's, diz jornal Le Monde.

[-]
Birthdays
Today's Birthdays
No birthdays today.
Upcoming Birthdays
avatar (37)Skurai

[-]
Latest Threads
Trouble in Paradise [Carbella]
Last Post: Natalia
09-27-2023 04:34 PM
» Replies: 6
» Views: 28
Julgando a vida alheia [Diodoro]
Last Post: Natalia
09-08-2023 11:08 PM
» Replies: 16
» Views: 42
Run Boy Run [Daniel]
Last Post: Qiang
09-07-2023 06:32 PM
» Replies: 6
» Views: 32

[-]
Recent Posts
Trouble in Paradise [Carbella]
Ao terminar de consu...Natalia — 04:34 PM
Trouble in Paradise [Carbella]
Carbella queria dize...Carbella — 10:02 PM
Julgando a vida alheia [Diodoro]
Voltou o olhar quase...Natalia — 11:08 PM