09-28-2021, 10:52 PM
O dia de plantão na emergência para Paul foi bem tranquilo, considerando que Cerise só tinha um grande hospital para onde todos os casos de dores de barriga até graves acidentes eram direcionados. Às vezes a emergência era um pequeno inferno com gripes, crises alérgicas e dedos presos nas portas, mas na maioria dos casos, dava para relaxar um bom tempo ao longo das vinte e quatro horas de plantão. Naquele início de plantão, inclusive, numa manhã ordinária, ele até teve tempo de pegar alguns dos livros de fisioterapia e adiantar algumas anotações para um artigo que seria conveniente para nota de uma matéria e talvez publicação futura.
Mas a sua concentração não durou muito quando ouviu o chamado da emergência para atender uma vítima de incêndio que estava chegando ao hospital. Agora, aquela era uma coisa bem incomum numa cidade pequena como Cerise, ter acidentes muito graves ou incêndios. O máximo que ele tinha visto de incêndio eram pessoas que deixavam a comida queimar até acionar o corpo de bombeiros.
Paul deixou os livros e anotações de volta no seu armário no vestiário e foi prestar assistência. A vítima tinha chegado quase inconsciente e foi atendida pelo clínico que também estava de plantão. Paul se aproximou para auxiliá-lo no atendimento e ouvir as instruções, mas o máximo que tinha visto da jovem mulher de longos cabelos castanhos era que ela estava com o rosto sujo de cinzas e não tinha uma queimadura sequer. Bom, não era muito para uma vítima de incêndio de verdade, mas significava que teria menos trabalho. Não era difícil perceber que ela tinha inalado muita fumaça, então o clínico de plantão pediu os exames de rotina para garantir que ela não teria complicações respiratórias. A coisa mais interessante da jovem, talvez, foi o homem que a acompanhou e estava preenchendo a ficha com as informações pessoais dela - as quais ele não parecia saber.
Paul voltou a atenção para a paciente quando o clínico lhe instruiu a colocar o soro e a medicação, enquanto ele atendia o próximo paciente e esperavam os resultados dos exames gerais. Ele se aproximou para poder inserir o cateter para o soro, e só quando furou o braço da paciente, foi que ela teve alguma reação pronta para a dor.
- Está acordada? Pode me ouvir? - ele perguntou, enquanto colocava o esparadrapo na agulha e conferia o soro e a medicação.
Mas a sua concentração não durou muito quando ouviu o chamado da emergência para atender uma vítima de incêndio que estava chegando ao hospital. Agora, aquela era uma coisa bem incomum numa cidade pequena como Cerise, ter acidentes muito graves ou incêndios. O máximo que ele tinha visto de incêndio eram pessoas que deixavam a comida queimar até acionar o corpo de bombeiros.
Paul deixou os livros e anotações de volta no seu armário no vestiário e foi prestar assistência. A vítima tinha chegado quase inconsciente e foi atendida pelo clínico que também estava de plantão. Paul se aproximou para auxiliá-lo no atendimento e ouvir as instruções, mas o máximo que tinha visto da jovem mulher de longos cabelos castanhos era que ela estava com o rosto sujo de cinzas e não tinha uma queimadura sequer. Bom, não era muito para uma vítima de incêndio de verdade, mas significava que teria menos trabalho. Não era difícil perceber que ela tinha inalado muita fumaça, então o clínico de plantão pediu os exames de rotina para garantir que ela não teria complicações respiratórias. A coisa mais interessante da jovem, talvez, foi o homem que a acompanhou e estava preenchendo a ficha com as informações pessoais dela - as quais ele não parecia saber.
Paul voltou a atenção para a paciente quando o clínico lhe instruiu a colocar o soro e a medicação, enquanto ele atendia o próximo paciente e esperavam os resultados dos exames gerais. Ele se aproximou para poder inserir o cateter para o soro, e só quando furou o braço da paciente, foi que ela teve alguma reação pronta para a dor.
- Está acordada? Pode me ouvir? - ele perguntou, enquanto colocava o esparadrapo na agulha e conferia o soro e a medicação.
