09-30-2021, 09:49 PM
Nem imaginava porque Renaud ainda se deu o trabalho de se remexer na cama para se colocar em outra posição. Queria que ele ficasse confortável, e olhou para as mãos para que ele não terminasse magoando os ferimentos recém-reabertos durante toda a comoção na sala do conselho. O bom é que agora ambos podiam se aproximar, sem o zelador ou o doutor impedindo a presença dos dois ali, só eles e aquele Renaud desolado, cuja dor queriam amenizar, mas só o que podiam fazer é companhia.
Didier foi pego de surpresa pela forma como Renaud lhe agarrou, mas não resistiu, sequer pensando na crise anterior em que ele quase surrou Isaac. Abraçou o moreno de volta, repousando a cabeça perto da dele, as mãos sobre o corpo de Renaud, acariciando-o como podia. E só de vê-lo desabar novamente em lágrimas, não conteve as próprias de voltar aos olhos, embora as impedisse de sair porque não queria que o namorado achasse que estava desconfortável de estar ali. Era ali que queria ficar enquanto ele precisasse, e mesmo se não precisasse também.
Sasha não tinha o mesmo alcance de Didier sobre a cama para abraçar o corpo de Renaud inteiro, mas travou a cadeira e puxou o corpo para tão perto quanto conseguia, passando um braço pelo que ele tinha lhe oferecido, apertando-o sem força, só para afirmar a presença ali.
- Estamos aqui com você, menino. – Sasha afirmou, com uma pouco usual expressão conformada que não aparecia muito em seu rosto, até porque ele não tinha mais o que fazer por Renaud também. – O doutor mandou chamar o Lemont. Ele já vem também.
Sasha segurou qualquer vontade de fazer uma gracinha sobre Lemont não parecer o tipo que abraçava sem luvas porque tinha chegado atrasado, e pelo silêncio e devoção de Didier em fazer companhia a Renaud, todos os momentos que levaram até aquela enfermaria deveriam somar muito cansaço para todo mundo, enquanto de sua parte, só tinha se assustado com o surto que pegou pela metade. Por isso, concordou silenciosamente consigo mesmo em apenas esperar o choro de Renaud se acalmar.
- Quieres agua, Renaud? – Didier perguntou em certo ponto, apenas limpando parte do rastro de lágrimas do moreno com as mãos e beijando-lhe o rosto, pelo menos para por um momento descansar as costas da posição de antes, sem sair de perto do outro.
Didier foi pego de surpresa pela forma como Renaud lhe agarrou, mas não resistiu, sequer pensando na crise anterior em que ele quase surrou Isaac. Abraçou o moreno de volta, repousando a cabeça perto da dele, as mãos sobre o corpo de Renaud, acariciando-o como podia. E só de vê-lo desabar novamente em lágrimas, não conteve as próprias de voltar aos olhos, embora as impedisse de sair porque não queria que o namorado achasse que estava desconfortável de estar ali. Era ali que queria ficar enquanto ele precisasse, e mesmo se não precisasse também.
Sasha não tinha o mesmo alcance de Didier sobre a cama para abraçar o corpo de Renaud inteiro, mas travou a cadeira e puxou o corpo para tão perto quanto conseguia, passando um braço pelo que ele tinha lhe oferecido, apertando-o sem força, só para afirmar a presença ali.
- Estamos aqui com você, menino. – Sasha afirmou, com uma pouco usual expressão conformada que não aparecia muito em seu rosto, até porque ele não tinha mais o que fazer por Renaud também. – O doutor mandou chamar o Lemont. Ele já vem também.
Sasha segurou qualquer vontade de fazer uma gracinha sobre Lemont não parecer o tipo que abraçava sem luvas porque tinha chegado atrasado, e pelo silêncio e devoção de Didier em fazer companhia a Renaud, todos os momentos que levaram até aquela enfermaria deveriam somar muito cansaço para todo mundo, enquanto de sua parte, só tinha se assustado com o surto que pegou pela metade. Por isso, concordou silenciosamente consigo mesmo em apenas esperar o choro de Renaud se acalmar.
- Quieres agua, Renaud? – Didier perguntou em certo ponto, apenas limpando parte do rastro de lágrimas do moreno com as mãos e beijando-lhe o rosto, pelo menos para por um momento descansar as costas da posição de antes, sem sair de perto do outro.
