10-16-2021, 05:49 PM
Ao menos a mulher não voltou a falar, o que era um ponto positivo para quem devia estar com a garganta machucada por causa da fumaça inalada no incêndio. Ela só parecia muito assustada e Paul estava acostumado com aquele tipo de reação, considerando o tanto de pacientes que atendia na emergência, desde os mais calmos aos mais exaltados e assustados. Quando ela concordou com um aceno de cabeça sobre a água, ele devolveu com um aceno em concordância também, mas para pegar a água, teria que se afastar e soltar o braço dela.
- Eu vou buscar pra você, mas precisa ficar parada para não causar mais desconforto, tudo bem? - ele respondeu, num tom de voz mais tranquilo para tentar passar mais segurança e conforto para a paciente também. Já era uma vitória que ela não estivesse incomodada com a cicatriz no seu rosto, o que acontecia com frequência, ou talvez ela nem estivesse enxergando direito.
Depois da concordância dela, ele se afastou para pegar a água e voltar ao lado da cama. Deixou a água de lado para ajudá-la a erguer um pouco o corpo e depois ajudar a beber a água sem derramar, o que fez com a mesma precisão e cuidado de quando estava cuidando para que ela não movesse o braço com a agulha.
- Com cuidado, agora, não precisa se forçar, mas a água natural vai amenizar qualquer desconforto na sua garganta. - ele avisou, ajudando-a a se deitar de novo depois de beber alguns goles de água.
Ele continuou auxiliando-a depois de beber a água e em alguns minutos enquanto ela se fazia tão confortável quanto possível na maca, o homem que a tinha acompanhado apareceu, com um celular em mãos, alguns poucos pertences pessoais e uma camisa social com os primeiros botões abertos e as mangas um pouco arregaçadas que mostraram uma tatuagem complexa que facilmente chamou a atenção de Paul. Aquele era um casal bem incomum.
- Magali? Está acordada? Consegue falar? - Henrique perguntou à companheira de casa, ajustando o óculos no rosto depois de colocar o celular no bolso.
- O senhor deve ser o parceiro, eu sou o enfermeiro Walker, estou responsável pelos cuidados dela agora. - Paul se apresentou, e o homem o encarou de volta com uma expressão contorcida numa careta.
- Eu não sou parceiro nada dela. Só dividimos a casa, somos amigos. - ele esclareceu, ao que Paul só arqueou as sobrancelhas.
- Ah, desculpe a confusão. - respondeu Paul, sem se sentir culpado de fato, na verdade, estava mais curioso com as tatuagens.
- Como ela está? - Henrique voltou a perguntar, agora ao enfermeiro, que devia conseguir lhe dar uma resposta melhor do que Magali.
- Eu vou buscar pra você, mas precisa ficar parada para não causar mais desconforto, tudo bem? - ele respondeu, num tom de voz mais tranquilo para tentar passar mais segurança e conforto para a paciente também. Já era uma vitória que ela não estivesse incomodada com a cicatriz no seu rosto, o que acontecia com frequência, ou talvez ela nem estivesse enxergando direito.
Depois da concordância dela, ele se afastou para pegar a água e voltar ao lado da cama. Deixou a água de lado para ajudá-la a erguer um pouco o corpo e depois ajudar a beber a água sem derramar, o que fez com a mesma precisão e cuidado de quando estava cuidando para que ela não movesse o braço com a agulha.
- Com cuidado, agora, não precisa se forçar, mas a água natural vai amenizar qualquer desconforto na sua garganta. - ele avisou, ajudando-a a se deitar de novo depois de beber alguns goles de água.
Ele continuou auxiliando-a depois de beber a água e em alguns minutos enquanto ela se fazia tão confortável quanto possível na maca, o homem que a tinha acompanhado apareceu, com um celular em mãos, alguns poucos pertences pessoais e uma camisa social com os primeiros botões abertos e as mangas um pouco arregaçadas que mostraram uma tatuagem complexa que facilmente chamou a atenção de Paul. Aquele era um casal bem incomum.
- Magali? Está acordada? Consegue falar? - Henrique perguntou à companheira de casa, ajustando o óculos no rosto depois de colocar o celular no bolso.
- O senhor deve ser o parceiro, eu sou o enfermeiro Walker, estou responsável pelos cuidados dela agora. - Paul se apresentou, e o homem o encarou de volta com uma expressão contorcida numa careta.
- Eu não sou parceiro nada dela. Só dividimos a casa, somos amigos. - ele esclareceu, ao que Paul só arqueou as sobrancelhas.
- Ah, desculpe a confusão. - respondeu Paul, sem se sentir culpado de fato, na verdade, estava mais curioso com as tatuagens.
- Como ela está? - Henrique voltou a perguntar, agora ao enfermeiro, que devia conseguir lhe dar uma resposta melhor do que Magali.
