01-03-2022, 10:50 PM
Segurou o cobertor antes que ele caísse no chão com o levantar repentino de Henrique. Ouviu as perguntas de Henrique enquanto dobrava a peça de tecido com cuidado nos braços, a marca vermelha já com sinais de ficar roxa onde a agulha havia estado anteriormente. Pelo menos o enfermeiro era bonzinho e havia removido aquela agulha com cuidado e lhe tratado com cuidado.
- São quase quatro da manhã. - respondeu o que julgava ser a resposta para a pergunta mais importante para o homem. - Fui ao banheiro, o enfermeiro me ajudou e tirou o soro... - explicou com calma enquanto ele procurava pelo próprio celular. - Não quis te acordar. Ele disse que o médico deve passar amanhã, ou hoje, acho que é hoje porque já já vai amanhecer... ele deve me liberar e marcar uma data para que eu volte para fazer outros exames.
Sentou-se na maca, levando uma das mãos até o próprio pescoço, pensativa ainda sobre a ideia de conseguir dar suas aulas com aquela garganta depois de ter respirado a fumaça no incêndio. Meneou a cabeça negativamente, tentando afastar os pensamentos negativos antes de voltar a observar o que Henrique estava fazendo. Ele parecia bem menos nervoso e grosso do que esperava para aquele tipo de situação, pelo menos parecia diferente para alguém que estava acostumada a levar broncas quase que diárias sobre o que costumava fazer de errado, fosse pela falta de aptidão com a tecnologia mais recente ou por suas tentativas de tentar estabelecer um convívio mais amistoso. Ainda assim, ele não havia lhe abandonado ali no hospital e isso já lhe deixava bem menos ansiosa com o que poderia acontecer dali para frente.
- Você tinha falado que a seguradora tem como cobrir parte do custo com a reforma da casa antes. E que enquanto isso, a gente poderia ficar em uma pousada. Como fazemos para poder recuperar nossas roupas? - resolveu perguntar, esperançosa que nem tudo tivesse queimado no incêndio. - Meus óculos... também ficaram lá... - suspirou, conformada.
- São quase quatro da manhã. - respondeu o que julgava ser a resposta para a pergunta mais importante para o homem. - Fui ao banheiro, o enfermeiro me ajudou e tirou o soro... - explicou com calma enquanto ele procurava pelo próprio celular. - Não quis te acordar. Ele disse que o médico deve passar amanhã, ou hoje, acho que é hoje porque já já vai amanhecer... ele deve me liberar e marcar uma data para que eu volte para fazer outros exames.
Sentou-se na maca, levando uma das mãos até o próprio pescoço, pensativa ainda sobre a ideia de conseguir dar suas aulas com aquela garganta depois de ter respirado a fumaça no incêndio. Meneou a cabeça negativamente, tentando afastar os pensamentos negativos antes de voltar a observar o que Henrique estava fazendo. Ele parecia bem menos nervoso e grosso do que esperava para aquele tipo de situação, pelo menos parecia diferente para alguém que estava acostumada a levar broncas quase que diárias sobre o que costumava fazer de errado, fosse pela falta de aptidão com a tecnologia mais recente ou por suas tentativas de tentar estabelecer um convívio mais amistoso. Ainda assim, ele não havia lhe abandonado ali no hospital e isso já lhe deixava bem menos ansiosa com o que poderia acontecer dali para frente.
- Você tinha falado que a seguradora tem como cobrir parte do custo com a reforma da casa antes. E que enquanto isso, a gente poderia ficar em uma pousada. Como fazemos para poder recuperar nossas roupas? - resolveu perguntar, esperançosa que nem tudo tivesse queimado no incêndio. - Meus óculos... também ficaram lá... - suspirou, conformada.
