01-22-2023, 02:34 PM
Depois de dar a notícia ao amigo sobre sua situação na cidade, suas visitas se tornaram corriqueiras. Geralmente quando largava do plantão ou não estava tão cansada a ponto de ir direto para seu novo apartamento, resolvia passar pela funerária para encontrar o agente fúnebre que havia se tornado sua melhor companhia para lanchinhos noturnos na cidade. Sempre havia algo novo para comentar com o sujeito, fosse sobre o trabalho no hospital ou sobre sua vida pessoal com os encontros e desencontros com os funcionários do mesmo lugar. E Diodoro era um bom ouvinte. Para sua mais recente surpresa, ele até estava começando a falar mais sobre sua própria situação e dores de cabeça, como o problema com a própria família ao empregar o sujeito acidentado no cemitério.
Quando não convidava o sujeito para sair e jantar, levava algo para comerem, principalmente lanchinhos que bem sabia que a mãe dele faria cara feia se descobrisse que ele estava consumindo. Bem, a comida do hospital era bem sem graça e imaginava que trabalhando naquela funerária, o apetite do homem não buscava alimentos muito distantes daqueles que lhe trouxessem alguma satisfação emocional em contraste com a morbidez dos caixões e corpos para preparar.
Chegou na entrada no estabelecimento com sua bolsa de lado e duas sacolas de compras do mercadinho onde havia parado no caminho para chegar até ali. Estava com os trajes de tonalidades claras entre o branco, cinza e o beige, a saia de corte reto até os joelhos e a blusinha de tecido leve branca, acompanhada nos brincos dourados e finos que costumava usar. O jaleco estava na bolsa, pois precisava levar a peça para lavar depois do plantão.
Parou antes de apertar a campainha do lugar, mantendo o semblante mais neutro, pois nunca sabia quando o homem poderia estar atendendo algum cliente ou quando Brigida poderia estar na funerária. Ainda que ficasse animada de encontrar o amigo, mas era saudável para quem procurava o estabelecimento encontrar uma doutora como ela toda sorridente por ali. No mínimo seria tachada como, assim como imaginava que o pai de Diodoro diria, "rude". O agente fúnebre já tinha muito em seu próprio prato para se preocupar com aquele tipo de rumor.
Quando não convidava o sujeito para sair e jantar, levava algo para comerem, principalmente lanchinhos que bem sabia que a mãe dele faria cara feia se descobrisse que ele estava consumindo. Bem, a comida do hospital era bem sem graça e imaginava que trabalhando naquela funerária, o apetite do homem não buscava alimentos muito distantes daqueles que lhe trouxessem alguma satisfação emocional em contraste com a morbidez dos caixões e corpos para preparar.
Chegou na entrada no estabelecimento com sua bolsa de lado e duas sacolas de compras do mercadinho onde havia parado no caminho para chegar até ali. Estava com os trajes de tonalidades claras entre o branco, cinza e o beige, a saia de corte reto até os joelhos e a blusinha de tecido leve branca, acompanhada nos brincos dourados e finos que costumava usar. O jaleco estava na bolsa, pois precisava levar a peça para lavar depois do plantão.
Parou antes de apertar a campainha do lugar, mantendo o semblante mais neutro, pois nunca sabia quando o homem poderia estar atendendo algum cliente ou quando Brigida poderia estar na funerária. Ainda que ficasse animada de encontrar o amigo, mas era saudável para quem procurava o estabelecimento encontrar uma doutora como ela toda sorridente por ali. No mínimo seria tachada como, assim como imaginava que o pai de Diodoro diria, "rude". O agente fúnebre já tinha muito em seu próprio prato para se preocupar com aquele tipo de rumor.
