09-04-2021, 02:09 AM
Henrique nem se prestou a responder qualquer coisa quando Magali falou sobre o maldito gato. Ele tinha nove vidas, ele que se virasse no meio da fumaça. E se não estava ouvindo miado nenhum, ou ele tinha fugido, ou já tinha se perdido na fumaça. Havia mais fumaça na escada, e ele já esperava aquilo, afinal, a fonte do fogo devia ser no andar de baixo. Ia descer as escadas do mesmo jeito, porque só não ia se jogar das janelas dos andares mais altos, até Magali lhe puxar e impedir que continuasse o trajeto. Já não bastava ter que evitar inalar a fumaça, ela ainda ficava gastando a voz e o ar de graça.
Ele se voltou para a mulher, e sem nem pensar duas vezes, se abaixou para segurá-la pelas pernas e jogá-la por cima do ombro como se fosse um saco de batata qualquer. Era mais fácil conseguir fugir da casa em meio ao incêndio sem ter que esperar que ela lhe acompanhasse ou lhe atrapalhasse de novo.
- A outra saída é você calar a boca! - ele reclamou e voltou a prender a respiração e cobrir o rosto com o braço livre, sequer estava usando uma camisa para ajudar a evitar a fumaça intensa que vinha do primeiro andar. Com o conhecimento da residência e a experiência em várias casas parecidas com aquela, ele seguiu a passos rápidos descendo a escada para mais fumaça, e com sorte, avistou a fonte do fogo vindo da cozinha, sem ter se espalhado ainda para impedir o seu trajeto para fora de casa.
Quando ele finalmente abriu a porta de casa para sair no jardim, soltou o ar de uma vez e puxou a respiração como se a vida dependesse daquilo, tossindo várias vezes antes de se afastar o suficiente da casa, onde lufadas de fumaça já saíam alto da área da cozinha principalmente, onde as janelas tinham se quebrado. Um pouco distante, ele conseguiu ouvir ainda o som de uma sirene. Bom, com a quantidade de gente na rua e nas casas vizinhas, pelo menos tinha que agradecer que os vizinhos gostavam de fuxicar da vida alheia para terem visto a fumaça a tempo do fogo não tomar a casa toda. A uma distância segura da entrada da casa, ele finalmente tirou Magali dos ombros, colocando a mulher sentada no gramado a sua frente e tossindo mais algumas vezes no processo.
- M-Magali...? Está me ouvindo? Está acordada?
Ele se voltou para a mulher, e sem nem pensar duas vezes, se abaixou para segurá-la pelas pernas e jogá-la por cima do ombro como se fosse um saco de batata qualquer. Era mais fácil conseguir fugir da casa em meio ao incêndio sem ter que esperar que ela lhe acompanhasse ou lhe atrapalhasse de novo.
- A outra saída é você calar a boca! - ele reclamou e voltou a prender a respiração e cobrir o rosto com o braço livre, sequer estava usando uma camisa para ajudar a evitar a fumaça intensa que vinha do primeiro andar. Com o conhecimento da residência e a experiência em várias casas parecidas com aquela, ele seguiu a passos rápidos descendo a escada para mais fumaça, e com sorte, avistou a fonte do fogo vindo da cozinha, sem ter se espalhado ainda para impedir o seu trajeto para fora de casa.
Quando ele finalmente abriu a porta de casa para sair no jardim, soltou o ar de uma vez e puxou a respiração como se a vida dependesse daquilo, tossindo várias vezes antes de se afastar o suficiente da casa, onde lufadas de fumaça já saíam alto da área da cozinha principalmente, onde as janelas tinham se quebrado. Um pouco distante, ele conseguiu ouvir ainda o som de uma sirene. Bom, com a quantidade de gente na rua e nas casas vizinhas, pelo menos tinha que agradecer que os vizinhos gostavam de fuxicar da vida alheia para terem visto a fumaça a tempo do fogo não tomar a casa toda. A uma distância segura da entrada da casa, ele finalmente tirou Magali dos ombros, colocando a mulher sentada no gramado a sua frente e tossindo mais algumas vezes no processo.
- M-Magali...? Está me ouvindo? Está acordada?
